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Ativista brasileiro pró-Palestina sofre tortura por Israel

Thiago Ávila foi sequestrado por Israel enquanto integrava a Flotilha Global Sumud

Thiago Ávila (Foto: Reprodução Youtube)

247 - O ativista brasileiro da flotilha humanitária com destino à Faixa de Gaza Thiago Ávila, sequestrado por forças navais israelenses em águas internacionais no dia 30 de abril, foi espancado, vendado, mantido em posições de estresse e interrogado. Ávila perdeu a consciência duas vezes e enfrenta a possibilidade de interrogatório pelo Mossad, sob suspeita de “terrorismo”, de acordo com a Agência Quds.

Além de Ávila, o ativista espanhol-sueco Saif Abu Shek também está em greve de fome, e ambos devem comparecer ao tribunal no domingo (3). Ávila está em greve de fome desde seu sequestro e ingere apenas água. 

Ele não recebeu nenhuma acusação formal, e sua equipe jurídica ainda não obteve acesso completo ao seu caso. 

Os ativistas não foram libertados junto com os demais participantes da Flotilha Global Sumud após o sequestro por Israel e seguem atualmente detidos no país.

Mais cedo, a Flotilha Global Sumud informou que testemunhas oculares confirmaram que Saif Abu Shek foi torturado a bordo de um navio militar israelense após forças de Israel interceptarem embarcações da flotilha em águas internacionais, a cerca de 80 milhas a oeste de Creta, na Grécia.

Ao todo, 175 participantes civis foram levados para um navio israelense e posteriormente conduzidos à Grécia. Todos foram libertados, com exceção de Ávila e Saif Abu Shek.

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