HOME > Mundo

JP Morgan afirma que encerrou contas bancárias de Trump um mês após ataque de 6 de janeiro de 2021

Documentos vieram à tona em processo de US$ 5 bilhões movido por Trump contra o banco após invasão ao Capitólio

Uma explosão provocada por munição policial é vista enquanto apoiadores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, promovem distúrbios em frente ao Capitólio dos Estados Unidos, em Washington, em 6 de janeiro de 2021 (Foto: REUTERS/Leah Millis)

Reuters – O JP Morgan Chase informou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e à sua empresa do setor de hotelaria, em fevereiro de 2021, que encerraria suas contas na instituição. A informação consta em documentos divulgados nesta sexta-feira (20) no âmbito de uma ação de US$ 5 bilhões movida por Trump contra o banco e seu diretor-presidente, Jamie Dimon.

Após o ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio, promovido por apoiadores de Trump, diversas empresas romperam relações com o então ex-presidente. Entre elas estavam dois escritórios de advocacia que o representavam e a Trump Organization, além da PGA of America, que retirou do clube de Trump em Bedminster, Nova Jersey, a sede do Campeonato PGA de 2022.

Nas cartas enviadas em 19 de fevereiro de 2021 a Trump e à Trump Organization, o banco não apresentou justificativa específica para o encerramento das contas. Em uma das correspondências, afirmou que, em determinadas circunstâncias, pode "determinar que os interesses de um cliente deixam de ser atendidos pela manutenção de um relacionamento com o J.P. Morgan Private Bank".

Um porta-voz do JP Morgan não respondeu de imediato a um pedido de comentário, assim como os advogados da instituição no escritório Jones Day. O banco já declarou anteriormente que a ação movida por Trump não tem mérito.

Um porta-voz da equipe jurídica de Trump afirmou que a divulgação das cartas representa "uma concessão devastadora que comprova toda a alegação do presidente Trump".

Segundo ele, o banco "admitiu ter excluído dos serviços bancários, de forma ilegal e intencional, o presidente Trump, sua família e suas empresas, causando prejuízos financeiros significativos".

Trump acusa o JP Morgan, maior banco dos Estados Unidos, de ter violado suas próprias regras ao isolá-lo em meio à "maré política".

As cartas sobre o encerramento das contas foram protocoladas nesta sexta-feira (20) como parte de um pedido do JPMorgan para transferir o processo da Justiça federal de Miami para Nova York.

"As conexões predominantes que esta disputa possui com Nova York reforçam esse entendimento", afirmou o banco na petição.

Artigos Relacionados