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Juíza processa governo Trump após demissão e denuncia discriminação racial e sexual

Florence Chamberlin afirma que foi afastada por sua origem, gênero e atuação em defesa de imigrantes; ação cita Stephen Miller e aliados de Trump

Donald Trump (Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein)
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247 - A juíza federal de imigração Florence Chamberlin, nomeada em 2023 pelo então presidente Joe Biden, entrou com uma ação contra o governo do mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, após ser demitida do cargo. Ela acusa o Departamento de Justiça de discriminação racial, sexual e política. As informações são do SBT News.

Segundo a ação apresentada na terça-feira (12), Chamberlin afirma que foi desligada ilegalmente dois anos após assumir a função por ser uma mulher cubana e por sua trajetória de defesa dos direitos dos imigrantes.

No processo, a juíza sustenta que integrantes da gestão Trump utilizaram seu histórico profissional e sua filiação ao Partido Democrata contra ela. A denúncia cita o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, e a então procuradora-geral Pam Bondi entre os aliados do presidente mencionados na ação.

De acordo com o documento, organizações e advogados ligados à defesa de imigrantes teriam sido acusados por integrantes do governo de "cometerem fraude imigratória" e classificados como "extremistas alinhados ao terrorismo doméstico".

A ação também afirma que outros juízes de imigração sem histórico de atuação em defesa de imigrantes permaneceram em seus cargos. Um dos exemplos citados é Todd Blanche, procurador-geral interino e ex-advogado pessoal de Trump.

O caso de Florence Chamberlin é o quarto processo recente movido por juízes demitidos que acusam o Departamento de Justiça de discriminação. As ações alegam que o órgão teria direcionado demissões contra magistrados com ascendência hispânica, latina, asiática ou do Oriente Médio, além de profissionais ligados à defesa dos direitos dos imigrantes.

Ao jornal "The Independent", o advogado Kevin Owen, responsável pela defesa de Chamberlin, afirmou: "O presidente adotou a posição de que pode demitir pessoas por causa da idade, da raça ou por terem uma deficiência".

Na sequência, acrescentou: "Nossa opinião é que o Poder Executivo não está imune às leis de direitos civis". Segundo Owen, outros três processos semelhantes já estão prontos para serem apresentados à Justiça.

Outro caso

A juíza federal Karen Ortiz, de origem porto-riquenha, foi demitida da Comissão para a Igualdade de Oportunidades no Emprego (EEOC, na sigla em inglês) após questionar diretrizes internas relacionadas a casos de discriminação contra pessoas transgênero.

Karen afirmou que recebeu por e-mail uma orientação para a "despriorização" desses casos dentro da agência. Após tomar conhecimento da medida, enviou mensagens à presidente da EEOC, Andrea Lucas.

Nas mensagens, a magistrada classificou as ações como "ilegais e inconstitucionais" e afirmou que Andrea não estava "apta" para comandar a agência, "muito menos exercer a advocacia". Ela também declarou que não comprometeria sua "ética" e seu "dever de cumprir a lei". Um mês depois, foi demitida sob a justificativa de "conduta imprópria".

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