Kremlin diz que Putin está disposto a receber Zelensky em Moscou
Porta-voz do governo russo afirma que presidente ucraniano pode visitar Moscou “a qualquer momento” para discutir o conflito iniciado em 2022
247 - O Kremlin afirmou nesta quinta-feira (4) que o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, poderá se reunir com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou “a qualquer momento”. A declaração ocorre após o líder ucraniano convidar oficialmente seu homólogo russo para um encontro presencial com o objetivo de discutir caminhos para encerrar a guerra entre os dois países.
As informações foram divulgadas pela agência AFP e reproduzidas pelo portal UOL. O posicionamento do governo russo surge em meio às tentativas de retomada do diálogo diplomático para buscar uma solução para o conflito, que teve início com a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022.
Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, não há impedimentos para uma eventual visita de Zelensky à capital russa. Em declarações citadas pela imprensa estatal da Rússia, ele afirmou: “Zelensky pode vir a Moscou a qualquer momento”.
Convite formal enviado por Kiev
A manifestação do Kremlin foi uma resposta indireta à carta enviada pelo presidente ucraniano ao líder russo. Na mensagem, Zelensky propõe uma reunião cara a cara com Putin para tratar do fim da guerra e de possíveis alternativas para uma negociação direta entre os dois governos.
De acordo com Peskov, Putin ainda não havia tomado conhecimento do conteúdo da correspondência no momento em que o porta-voz falou à imprensa. O representante do Kremlin destacou apenas que a possibilidade de um encontro permanece aberta.
A carta foi publicada no site oficial da Presidência da Ucrânia, dando caráter público ao convite feito por Zelensky ao presidente russo.
Uma rara mensagem direta a Putin
O documento chama atenção por representar uma das poucas ocasiões em que Zelensky se dirigiu diretamente a Vladimir Putin desde o início da ofensiva militar russa contra a Ucrânia, há mais de quatro anos.
Desde o começo da guerra, as relações entre Moscou e Kiev permaneceram marcadas por sucessivas escaladas militares, sanções internacionais e tentativas limitadas de negociação, sem que houvesse avanços significativos para um acordo definitivo.
Nesse contexto, a troca de mensagens entre os dois líderes e a sinalização pública do Kremlin sobre uma possível reunião presencial são vistas como mais um movimento diplomático em meio ao prolongado conflito que continua afetando a segurança e a estabilidade da região.



