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Lula deve tratar com Trump apoio a Michelle Bachelet para chefiar a ONU

Indicação da ex-presidente chilena é articulada por Brasil e México e busca romper histórico masculino no comando das Nações Unidas

Michele Bachelet (Foto: REUTERS/Pierre Albouy)

247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve discutir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o apoio à candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O encontro entre os dois líderes está previsto para esta quinta-feira, 7 de maio, nos Estados Unidos.

A informação foi publicada pelo Metrópoles. Segundo a reportagem, tratar do tema diretamente com Trump é considerado um passo importante na articulação internacional em torno do nome da ex-presidente chilena, já que os Estados Unidos integram o Conselho de Segurança da ONU e possuem poder de veto.

A candidatura de Bachelet vem sendo costurada pelo Brasil em parceria com o México. Inicialmente, o Chile também fazia parte da articulação, mas o apoio foi retirado após a chegada de José Antonio Kast ao Palácio de La Moneda.

Bachelet é ex-presidente do Chile e é considerada próxima de Lula. Sua indicação também carrega um simbolismo histórico: desde a criação das Nações Unidas, o cargo de secretário-geral sempre foi ocupado por homens.

Papel decisivo do Conselho de Segurança

Antes de chegar à Assembleia Geral da ONU, composta por 193 países, qualquer candidatura precisa ser recomendada pelo Conselho de Segurança. O órgão tem 15 integrantes, sendo dez rotativos e cinco permanentes: Estados Unidos, China, França, Reino Unido e Rússia.

Esses cinco países têm poder de veto, o que torna essencial a negociação prévia com cada um deles. Por isso, a conversa de Lula com Trump pode ter peso decisivo para medir a disposição norte-americana diante da candidatura de Bachelet.

Disputa pelo comando da ONU

Além de Michelle Bachelet, outros nomes são mencionados na disputa pelo secretariado-geral das Nações Unidas. Entre eles estão Rafael Mariano Grossi, diplomata argentino e diretor da Agência Internacional de Energia Atômica; Macky Sall, presidente do Senegal; e Rebeca Grynspan, economista e ex-vice-presidente da Costa Rica.

O processo de sucessão já está em andamento e deve avançar nos próximos meses. O atual secretário-geral, António Guterres, encerra seu mandato no fim de dezembro. O diplomata português ocupa o cargo desde 2017.

A eventual escolha de Bachelet representaria uma mudança histórica na ONU e reforçaria a ofensiva diplomática do Brasil por maior protagonismo no sistema multilateral.

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