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Lula e Celso Amorim reforçam defesa de solução negociada para o Oriente Médio

Presidente e assessor discutem escalada da guerra, atuação do Itamaraty e impactos diplomáticos

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu assessor especial Celso Amorim (Foto: REUTERS/Cesar Olmedo)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone nesta segunda-feira (2) com o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, embaixador Celso Amorim, para avaliar a escalada dos conflitos no Oriente Médio e os possíveis desdobramentos para a diplomacia brasileira. No diálogo, foram analisadas alternativas de atuação do Itamaraty e reiterada a posição histórica do Brasil em favor de uma solução negociada para reduzir as tensões na região. As informações são do G1.

Amorim e Lula examinaram iniciativas diplomáticas que podem ser adotadas pelo governo brasileiro diante do agravamento da crise, em meio ao envolvimento direto dos Estados Unidos nos ataques ao Irã.

Durante a conversa, Celso Amorim recordou ao presidente os esforços conduzidos pelo Brasil em 2010, quando, ao lado da Turquia, participou da construção da chamada Declaração de Teerã. A proposta buscava diminuir a tensão internacional em torno do programa nuclear iraniano. À época, o entendimento previa que o Irã transferisse parte de seu urânio enriquecido para a Turquia, onde o material permaneceria sob custódia internacional, em troca de combustível nuclear destinado a um reator voltado a pesquisas médicas.

A iniciativa tinha como objetivo evitar a imposição de novas sanções e abrir caminho para negociações diplomáticas. Apesar de ter recebido repercussão internacional positiva, o acordo acabou rejeitado pelos Estados Unidos e não avançou.

Governo avalia impactos e situação de brasileiros

Paralelamente à articulação política, o governo brasileiro monitora os impactos imediatos da escalada militar, incluindo reflexos diplomáticos e logísticos. Também nesta segunda-feira (2), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, manteve conversa telefônica com o chanceler dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan.

De acordo com o Itamaraty, os dois trataram da evolução da guerra no Oriente Médio e do fechamento do espaço aéreo em diversos pontos da região. Entre as principais preocupações apresentadas pelo Brasil está a situação de cidadãos brasileiros que se encontram nos aeroportos de Dubai e Abu Dhabi, diante das restrições de voos impostas pelas autoridades locais.

Encontro entre Lula e Donald Trump pode sofrer ajustes

O contexto de tensão também pode repercutir na agenda diplomática prevista para março. O governo brasileiro e o governo dos Estados Unidos organizam uma visita de Estado de Lula a Washington nas próximas semanas.

Com o aumento dos confrontos e o envolvimento direto dos Estados Unidos no cenário de guerra, o Ministério das Relações Exteriores não descarta eventuais mudanças na programação do encontro entre o presidente brasileiro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a depender da evolução dos acontecimentos no Oriente Médio.

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