Lula pede soltura de Thiago Ávila, preso pelo governo israelense
Presidente afirma que prisão é “injustificável” e “deve ser condenada por todos”
247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta terça-feira (5)a a soltura do ativista brasileiro Thiago Ávila, detido pelo governo israelense durante uma ação contra a flotilha Global Sumud, que seguia em direção à Faixa de Gaza. O brasileiro integrava a missão que tinha como destino Gaza quando foi interceptado por forças israelenses.
Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a detenção do ativista brasiliense não se sustenta e criticou diretamente a conduta do governo de Israel.
“Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha Global Sumud, é uma ação injustificável do governo de Israel, e causa grande preocupação e deve ser condenada por todos“, escreveu o presidente.
Lula também relacionou o caso à interceptação da flotilha, que, segundo ele, já havia representado uma violação grave das normas internacionais. O presidente afirmou que o governo brasileiro atua ao lado da Espanha, que também teve um cidadão detido na operação.
“Por isso, nosso governo, juntamente com o da Espanha, que também teve um cidadão detido, exige que eles recebam plena garantia de segurança e sejam imediatamente soltos”, declarou Lula.
Flotilha seguia em direção à Faixa de Gaza
Thiago Ávila viajava com o ativista espanhol Saif Abu Keshek quando a embarcação foi interceptada por forças israelenses em águas internacionais, nas proximidades da Grécia, na última quarta-feira, 29 de abril. A missão fazia parte da flotilha Global Sumud e tinha como destino a Faixa de Gaza.
De acordo com a organização de direitos humanos Adalah, o ativista brasileiro relatou ter sido mantido em isolamento e com os olhos vendados após a detenção. Ávila também afirmou a advogados que sofreu agressões durante a abordagem, incluindo espancamentos que o teriam feito desmaiar.
Uma audiência está marcada para esta terça-feira, 5 de maio, para analisar a situação do brasileiro. Segundo as informações divulgadas, foram apresentadas cinco acusações contra o ativista.


