Macron deixa Davos sem garantir reunião com Trump
A Alemanha também solicitou uma reunião entre o chanceler Friedrich Merz e Trump à margem do Fórum Econômico Mundial
247 - O presidente da França, Emmanuel Macron, deixou Davos sem conseguir assegurar uma reunião bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a quem havia convidado para Paris, informou o site Politico nesta quarta-feira (21).
Na terça-feira, Trump publicou uma mensagem na rede Truth Social, supostamente enviada por Macron, na qual o líder francês propunha “organizar uma reunião do G7” em Paris, na tarde de quinta-feira (22), após o Fórum de Davos. De acordo com a publicação, Macron teria dito que poderia convidar ucranianos, dinamarqueses, sírios e russos para encontros paralelos.
Ainda na terça-feira, Trump comentou reportagens sobre a recusa do líder francês em integrar o Conselho de Paz para Gaza, afirmando que ninguém precisava de Macron.
O governo da Alemanha também solicitou uma reunião entre o chanceler Friedrich Merz e Trump à margem do Fórum Econômico Mundial, em Davos, segundo informou o jornal alemão Bild, citando pessoas familiarizadas com o assunto. Washington teria demonstrado interesse no encontro, mas, até o momento, não foram definidos horário nem local, de acordo com a reportagem.
Mais cedo, a CNN informou que Trump havia partido para Davos após trocar de avião devido a um problema técnico. Segundo a programação oficial do fórum, o presidente dos Estados Unidos discursará nesta quarta-feira, às 13h30 (GMT).
Merz pode eventualmente se reunir com Trump após o discurso deste no palco principal do centro de conferências, onde há dezenas de pequenas salas de reunião disponíveis, informou o Bild. Fontes do governo alemão sugeriram que é bastante possível que o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, também participe do encontro.
Segundo o Bild, Merz tende a alinhar-se ao presidente norte-americano em questões centrais. Na segunda-feira, após reuniões do comitê da CDU, o chanceler teria deixado claro que, em sua avaliação, os Estados Unidos estão corretos ao insistir na necessidade de reforçar a proteção militar do Ártico. No entanto, Merz pretende transmitir a Trump que essa responsabilidade deve ser de toda a aliança da OTAN e, por isso, mais exercícios militares deveriam ser realizados na Groenlândia.
A Groenlândia faz parte do Reino da Dinamarca. No entanto, Trump tem afirmado repetidamente que a ilha deveria se juntar aos Estados Unidos, argumentando sua importância estratégica para a segurança nacional. Autoridades dinamarquesas e groenlandesas advertiram Washington contra qualquer tentativa de tomar a ilha, ressaltando que esperam que sua integridade territorial seja respeitada. (Com informações da Sputnik).


