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Movimento dos Não Alinhados faz apelo por fim do bloqueio dos EUA contra Cuba

Bloco diplomático alerta para efeitos extraterritoriais das medidas e pede o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto à ilha

Logomarca do Movimento dos Países Não Alinhados (Foto: divulgação)

247 - O Movimento dos Países Não Alinhados (MNA) manifestou preocupação com o anúncio do governo dos Estados Unidos de novas medidas destinadas a intensificar o bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba. Segundo o grupo, as ações incluem iniciativas para dificultar o fornecimento de combustível ao país caribenho e a imposição de sanções a Estados terceiros que mantenham relações comerciais consideradas legítimas com Havana.

Em comunicado divulgado em Nova York, o Movimento dos Países Não Alinhados avalia que as decisões adotadas por Washington têm alcance extraterritorial e produzem impactos negativos não apenas sobre Cuba e sua população, mas também sobre outros países e sobre o funcionamento das relações econômicas internacionais. O texto ressalta que essas medidas violam princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas, do direito internacional e do sistema multilateral de comércio.

O bloco diplomático afirma ainda que o bloqueio imposto pelos Estados Unidos representa o principal entrave ao pleno desenvolvimento econômico e social de Cuba. No documento, o MNA pede explicitamente que o governo norte-americano elimine não apenas o bloqueio histórico, mas também as medidas adicionais adotadas a partir de 2017, incluindo a designação de Cuba como Estado patrocinador do terrorismo, classificada pelo movimento como unilateral e arbitrária.

Ao reiterar sua posição, o Movimento dos Países Não Alinhados declara solidariedade ao povo e ao governo cubanos e convoca a comunidade internacional a defender o multilateralismo e o respeito às normas do direito internacional. O comunicado reforça a defesa dos princípios de cooperação entre os Estados e das regras que orientam as relações de amizade no sistema internacional.

A seguir, a íntegra do comunicado

O Movimento dos Países Não Alinhados expressa sua profunda preocupação com o recente anúncio do Governo dos Estados Unidos de novas medidas extremas destinadas a endurecer ainda mais o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto contra a República de Cuba, que incluem ações destinadas a obstruir o fornecimento de combustível ao país e sancionar terceiros Estados que mantêm relações comerciais legítimas com Cuba.

Essas medidas têm efeitos extraterritoriais e afetam negativamente não apenas Cuba e seu povo, mas também Estados terceiros e as relações econômicas internacionais, e constituem uma violação flagrante dos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas, do direito internacional, do sistema multilateral de comércio e das normas e princípios que regem as relações de amizade entre os Estados.

O Movimento reitera mais uma vez seu apelo ao Governo dos Estados Unidos da América para que ponha fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba, que constitui o principal obstáculo ao seu pleno desenvolvimento, e elimine as medidas unilaterais adicionais impostas desde 2017, incluindo a designação unilateral e arbitrária de Cuba como Estado patrocinador do terrorismo, que reforçam o bloqueio e causam enormes perdas materiais e danos econômicos ao povo cubano.

O Movimento dos Países Não Alinhados reafirma sua solidariedade com o povo e o Governo da República de Cuba e exorta a comunidade internacional a defender o direito internacional, o multilateralismo e os propósitos e princípios consagrados na Carta das Nações Unidas.

Nova York, 3 de fevereiro de 2026.

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