Netanyahu assassina mais 18 libaneses após acordo entre Estados Unidos e Irã
Ministério da Saúde libanês informou 18 mortos e 33 feridos após bombardeios israelenses no sul do país
247 - Israel intensificou os ataques no sul do Líbano nesta sexta-feira (19), em uma escalada que deixou ao menos 18 mortos e 33 feridos, segundo o Ministério da Saúde libanês. As informações são da Reuters. O avanço da ofensiva ocorreu em meio a novos confrontos com o Hezbollah e à confirmação, pelos militares israelenses, da morte de quatro soldados em um dos episódios mais letais da atual escalada regional.
As autoridades libanesas afirmaram que os bombardeios israelenses, iniciados desde a meia-noite, dificultaram os trabalhos de resgate e evacuação. O balanço divulgado pelo Ministério da Saúde do Líbano ainda é preliminar e pode aumentar, de acordo com a pasta.
Ataques atingem cidades no distrito de Nabatieh
Moradores e veículos de comunicação libaneses relataram que ataques aéreos e bombardeios atingiram várias cidades no distrito de Nabatieh durante a noite e a madrugada de sexta-feira. A agência estatal libanesa NNA descreveu a ofensiva como uma das mais intensas das últimas semanas.
Israel afirmou que os ataques tiveram como alvo agentes e estruturas do Hezbollah em diferentes áreas do sul do Líbano. Segundo os militares israelenses, a ofensiva foi realizada em resposta a repetidas violações do cessar-fogo pelo grupo apoiado pelo Irã.
Hezbollah relata emboscada contra força israelense
O Hezbollah afirmou que seus combatentes emboscaram uma força israelense que avançava perto da colina Ali al-Taher, no sul do Líbano. O grupo disse ter destruído três tanques Merkava com mísseis guiados e atacado tropas israelenses com foguetes e artilharia.
De acordo com o Hezbollah, os confrontos continuavam na região. Israel, por sua vez, informou a morte de quatro soldados, o que torna o episódio um dos mais graves para suas forças desde o início da nova fase de violência no front libanês.
Escalada aumenta pressão sobre acordo EUA-Irã
A nova escalada ocorreu um dia depois de Israel divulgar um mapa com uma zona de controle militar ampliada no sul do Líbano. O governo israelense também afirmou que não descartaria realizar ataques além dessa área, o que ampliou as incertezas sobre o acordo mediado pelos Estados Unidos para encerrar a guerra envolvendo Israel e Irã.
O acordo prevê o fim das hostilidades em todas as frentes, incluindo o Líbano, além do respeito à integridade territorial e à soberania libanesa. A intensificação dos ataques, no entanto, colocou em dúvida a capacidade do pacto de conter os confrontos na fronteira.
Um alto funcionário israelense disse que Israel mantinha “negociações teimosas” com o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a permanência de tropas a até 10 quilômetros dentro do sul do Líbano durante as operações contra o Hezbollah.
Israel rejeita retirar forças do sul do Líbano
Israel tem rejeitado apelos para retirar suas forças do sul do Líbano. O Hezbollah, por sua vez, manteve ataques contra posições israelenses, incluindo ações com drones explosivos que mataram e feriram soldados nesta semana.
A continuidade dos confrontos reforça o clima de instabilidade no sul do Líbano e mantém elevada a tensão regional, mesmo após o acordo anunciado com mediação dos Estados Unidos.



