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'O Ocidente criou um Estado nazista na Ucrânia', afirma Lavrov

Chanceler diz que regime de Kiev ameaça a segurança da Rússia e acusa países ocidentais de sustentarem um conflito por procuração

'O Ocidente criou um Estado nazista na Ucrânia', afirma Lavrov (Foto: Valentyn Ogirenko / Reuters)

247 - O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou que a principal prioridade do país é garantir sua segurança diante do que classificou como um “Estado nazista” criado pelo Ocidente na Ucrânia. Segundo ele, essa estrutura representa uma ameaça direta às fronteiras russas e está no centro de uma estratégia de confronto indireto conduzida por países europeus. As declarações foram feitas durante entrevista à TV BRICS, concedida por ocasião do Dia do Diplomata, celebrado na Rússia em 10 de fevereiro. 

Ao comentar o cenário internacional, Lavrov acusou líderes europeus de estimularem uma escalada militar contra Moscou. Para o chanceler, esses representantes, “que se fazem passar por políticos”, estariam ameaçando “desencadear uma guerra” contra a Rússia, utilizando o regime de Kiev como instrumento de um conflito por procuração. Ele afirmou de forma categórica: “As bases nazistas devem ser eliminadas”.

Lavrov reiterou que Moscou não abrirá mão de seus interesses estratégicos e de segurança. De acordo com o ministro, a Rússia atuará para impedir “a instalação em território ucraniano de qualquer tipo de arma” que possa representar uma ameaça direta ao país. Ele destacou que essa é uma condição essencial para a estabilidade regional e para a proteção das fronteiras russas.

O chefe da diplomacia russa também apontou a defesa das populações de origem russa e de língua russa como outro eixo central da política de segurança do país. Segundo Lavrov, será garantida “uma proteção confiável e plena dos direitos dos russos e das pessoas de língua russa que viveram e vivem há séculos nas terras da Crimeia, Donbass e Novorossiya”.

Na entrevista, o chanceler acusou o regime de Kiev, que segundo ele chegou ao poder após um golpe de Estado, de promover perseguições contra essas populações. Lavrov afirmou que essas pessoas foram rotuladas como “criaturas” e “terroristas”, e que, a partir disso, o governo ucraniano “desencadeou uma guerra civil” contra elas.

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