Obama fala pela primeira vez sobre vídeo racista de Trump: "perturbador"
Conteúdo foi divulgado na rede Truth Social, de Donald Trump. A Casa Branca mudou versão sobre postagem
247 - O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama reagiu pela primeira vez ao vídeo racista publicado presidente norte-americano Donald Trump, classificando o conteúdo como “perturbador”.
A postagem feita em 5 de fevereiro na rede social Truth Social, retratava Obama e sua esposa, Michelle Obama, como macacos e incluía teorias da conspiração sem provas sobre as eleições de 2020. O vídeo foi apagado após cerca de 12 horas no ar.
"É importante reconhecer que a maioria do povo americano considera esse comportamento profundamente perturbador", disse Obama ao podcaster Brian Tyler Cohen.
O ex-presidente disse também que atualmente há "uma espécie de circo nas redes sociais e na televisão". "A verdade é que não parece haver nenhuma vergonha nisso entre as pessoas que acreditavam que era preciso ter um certo decoro, um senso de propriedade e respeito pelo cargo, certo? Isso se perdeu", afirmou.
Na época, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt afirmou que a repercussão era exagerada e criticou a cobertura da imprensa. “Isso é um trecho de um vídeo publicado na internet que mostra o presidente Trump como rei da selva e os democratas como personagens do ‘Rei Leão’. Parem com essa indignação falsa e relatem algo que realmente importe ao público americano hoje”, declarou.
Diante da repercussão negativa, a Casa Branca mudou a versão e atribuiu a publicação a um erro, afirmando que um funcionário da Casa Branca publicou esse conteúdo por engano e apagou o vídeo.
Questionado por jornalistas, Trump afirmou que não pretende pedir desculpas pelo conteúdo. “Só vi a primeira parte, que falava sobre fraude eleitoral... e não o vi completo”, disse. Ao ser novamente questionado, reforçou que não considerava a publicação um erro: “Não, eu não cometi um erro”.
O episódio reacendeu o debate político nos Estados Unidos sobre racismo, desinformação e o uso de redes sociais por autoridades públicas, especialmente após a divulgação de imagens envolvendo o primeiro presidente negro da história do país.


