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Oito países de maioria muçulmana condenam lei de Israel que autoriza execução de palestinos

Comunicado conjunto foi assinado pelo Paquistão, Turquia, Egito, Indonésia, Jordânia, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, caminham juntos dentro do Knesset, em Jerusalém, em 27 de março de 2025. (Foto: REUTERS/Ronen Zvulun)

247 - Oito países de maioria muçulmana divulgaram, na quinta-feira (2), um comunicado conjunto condenando a aprovação de uma lei em Israel que estabelece a pena de morte por enforcamento para palestinos condenados por ataques letais. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

Paquistão, Turquia, Egito, Indonésia, Jordânia, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos classificaram a medida como uma "escalada perigosa" e alertaram para o risco de agravamento das tensões no Oriente Médio. No texto, os países afirmam haver uma "necessidade urgente de evitar medidas" que possam intensificar o cenário de instabilidade na região.

O comunicado também diz: "Ressaltamos a importância de garantir a responsabilização e pedimos o fortalecimento dos esforços internacionais para manter a estabilidade e evitar uma maior deterioração". A lei foi aprovada pelo Parlamento israelense na segunda-feira (30) e prevê a aplicação da pena de morte para condenados por atos que tenham o objetivo de "negar" ou "acabar com a existência de Israel".

Críticas à legislação

Segundo opositores da medida, a aplicação da lei tende a atingir principalmente palestinos, uma vez que os julgamentos ocorrem em tribunais militares, diferentemente de casos envolvendo cidadãos israelenses judeus acusados de crimes semelhantes. O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, afirmou que a legislação viola o direito internacional e tem caráter intimidatório em relação à população palestina.

O governo do Afeganistão também criticou a decisão, classificando-a como uma "continuação da opressão". O país defendeu a atuação de organizações internacionais e de "países influentes" para impedir a aplicação das sentenças previstas na nova lei.

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