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Otan avalia retirada de tropas dos EUA da Alemanha anunciada por Trump

Aliança diz trabalhar com Washington para entender decisão, que prevê saída de 5 mil militares americanos da Alemanha

Presidente dos EUA, Donald Trump, chega para entrevista coletiva durante reunião de cúpula da Otan em Bruxelas - 12/07/2018 (Foto: REUTERS/Reinhard Krause)

247 - A Otan afirmou que está em contato com os Estados Unidos para compreender os detalhes da decisão do presidente Donald Trump de retirar 5 mil soldados americanos da Alemanha, maior base militar dos EUA na Europa. A medida foi anunciada pelo Pentágono na sexta-feira (1º) e deve ser concluída em um prazo de seis a doze meses.

A porta-voz da aliança militar, Allison Hart, declarou neste sábado (2) que a Otan segue confiante em sua capacidade de garantir dissuasão e defesa. Em publicação no X, Hart afirmou que “a mudança no sentido de uma Europa mais forte e uma Otan mais forte continua”.

O anúncio ocorre em meio a divergências entre Washington e aliados europeus, incluindo tensões relacionadas à guerra do Irã e a disputas comerciais envolvendo tarifas. A Alemanha, que abriga cerca de 35 mil militares americanos na ativa, é considerada um centro estratégico de treinamento e operações para as forças dos Estados Unidos no continente europeu.

Trump já havia ameaçado reduzir a presença militar americana na Alemanha no início da semana, após um desentendimento com o chanceler alemão Friedrich Merz. Na segunda-feira (27), Merz disse que os iranianos estavam humilhando os EUA nas negociações para encerrar uma guerra de dois meses.

O porta-voz-chefe do Pentágono, Sean Parnell, afirmou que a retirada dos soldados deverá ocorrer ao longo dos próximos seis a doze meses. A decisão reacende o debate sobre o papel dos Estados Unidos na segurança europeia e sobre a capacidade dos países da Otan de ampliar sua própria estrutura de defesa.

A Alemanha é o principal ponto de presença militar americana na Europa e funciona como eixo logístico relevante para operações, treinamentos e deslocamentos de tropas. A redução anunciada por Trump, portanto, representa uma mudança significativa na configuração das forças dos EUA no continente.

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