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OTAN discute triplicar ajuda à Ucrânia

Os debates sobre ampliar a ajuda ocorrem em meio a novos escândalos de corrupção na Ucrânia

Bandeiras da Otan e da Ucrânia (Foto: Sputnik/Mikhail Markiv)
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247 - O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, pediu aos países-membros que destinem 0,25% de seu PIB ao apoio à Ucrânia.

A proposta foi apresentada em uma reunião fechada de embaixadores da OTAN no fim do mês passado. Caso aprovada, ela elevaria a ajuda anual à Ucrânia para cerca de US$ 143 bilhões, triplicando o fluxo de recursos, de acordo com estimativas da OTAN sobre o PIB combinado dos aliados citadas, informa reportagem do RT, citando dados do site Politico.

A iniciativa tem como uma de suas motivações a insatisfação de países que consideram estar contribuindo mais do que outros para o apoio a Kiev. Ainda assim, vários aliados, incluindo França e Reino Unido, se opõem à proposta.

As discussões sobre ampliar a ajuda ocorrem em meio a novos escândalos de corrupção na Ucrânia. O principal tribunal anticorrupção do país deverá decidir se mantém ou não a prisão preventiva de Andrey Yermak, ex-chefe de gabinete de Vladimir Zelensky, indiciado em um caso de lavagem de dinheiro envolvendo propinas no setor de energia e empreendimentos imobiliários de luxo nos arredores de Kiev.

Segundo o Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia, apoiado pelo Ocidente, suspeitos, incluindo o ex-vice-primeiro-ministro Aleksey Chernyshov, teriam lavado cerca de US$ 9 milhões por meio de investimentos na construção do complexo residencial Dinastia.

O material também afirma que, no ano passado, investigadores descobriram um suposto esquema de propinas de US$ 100 milhões atribuído a Timur Mindich, antigo sócio de Zelensky. Mindich teria deixado o país para evitar a prisão, enquanto vários altos funcionários, incluindo dois ministros, renunciaram.

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