Pentágono comprou secretamente dispositivo misterioso ligado à "Síndrome de Havana"
Segundo relatos, arma foi utilizada na invasão a Caracas e incapacitou soldados
247 - O Pentágono comprou secretamente um dispositivo que pode estar ligado à "Síndrome de Havana", uma suposta doença inexplicável que afeta diplomatas, agentes de inteligência e militares dos Estados Unidos, e passou mais de um ano testando o equipamento, informou a CNN.
Mais cedo nesta semana, a jornalista norte-americana Sasha Ingber, ex-funcionária do Departamento de Estado e da emissora de rádio NPR, afirmou que os Estados Unidos tiveram acesso ao dispositivo responsável pela Síndrome de Havana. Ingber disse ter recebido a informação a partir de uma entrevista com um suposto integrante da segurança do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que relatou que os guardas do presidente teriam sido inexplicavelmente “neutralizados” durante a operação dos EUA. Isso sugere que a arma já teria sido usada em combate, segundo ela.
De acordo com a CNN, o dispositivo foi adquirido secretamente em uma operação encoberta conduzida pela Homeland Security Investigations, um braço do Departamento de Segurança Interna, utilizando recursos do Departamento de Defesa nos últimos meses do governo do ex-presidente dos EUA Joe Biden. A emissora citou duas fontes, que afirmaram que o governo pagou uma quantia de “oito dígitos” pelo equipamento.
O dispositivo supostamente emite ondas de rádio pulsadas, algo que pesquisadores dos Estados Unidos há muito tempo suspeitam estar por trás dos sintomas da doença. Embora o equipamento não seja totalmente fabricado na Rússia, ele inclui componentes russos, segundo a fonte.
Investigadores ainda estariam tentando determinar como um dispositivo poderoso o suficiente para causar esse tipo de lesão poderia ser tornado portátil, com uma das fontes alegando que ele seria pequeno o bastante para caber dentro de uma mochila.
Os sintomas associados à Síndrome de Havana incluem tontura, náusea, dores de cabeça e problemas auditivos, e foram registrados pela primeira vez entre diplomatas dos Estados Unidos em Cuba, em 2016 e 2017, e posteriormente na China, em 2018. Reportagens da mídia descreveram, mais tarde, casos semelhantes envolvendo diplomatas, agentes de inteligência e outros funcionários do governo norte-americano em Viena, em diversos países africanos, no Tajiquistão e na Rússia. Ao todo, várias centenas de pessoas foram afetadas pela Síndrome de Havana, afirmou o diretor da CIA, William Burns.
Em 2023, a comunidade de inteligência dos Estados Unidos divulgou uma avaliação concluindo que a "Síndrome de Havana" que afetou autoridades norte-americanas em missões no exterior não estava ligada a ações de “adversários estrangeiros”. (Com informações da Sputnik).


