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Preço do petróleo volta a subir após Trump rejeitar proposta do Irã

Brent supera US$ 104 em meio a temores sobre oferta global

Preço do petróleo dispara após entrada dos EUA na guerra contra o Irã (Foto: Pavel Mikheyev/Reuters)
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247 - Os preços do petróleo subiram no mercado internacional após Donald Trump rejeitar a resposta do Irã à proposta de Washington para encerrar a guerra, com o Brent superando US$ 104 em meio a temores sobre oferta global, informa a Al Jazeera. O movimento refletiu a reação imediata dos investidores ao novo impasse diplomático envolvendo Estados Unidos e Irã.

Segundo a Al Jazeera, o Brent, referência internacional do petróleo, avançou 2,69%, chegando a US$ 104,01 por barril às 23h36 GMT de domingo. A alta ampliou o ganho de 1,23% registrado na sexta-feira.

Nos Estados Unidos, o West Texas Intermediate, conhecido como WTI, também avançou. O contrato foi negociado a US$ 98,51 por barril, com alta de US$ 3,09, equivalente a 3,24%, depois de ter encerrado a sessão anterior com valorização de 0,64%.

A reação do mercado ocorreu em um ambiente de forte sensibilidade a qualquer sinal de agravamento da guerra. Reportagens internacionais apontam que Trump classificou como inaceitável a resposta iraniana à proposta norte-americana, enquanto Teerã teria apresentado condições próprias para um eventual entendimento. A Associated Press informou que a resposta iraniana foi encaminhada por intermediários paquistaneses e incluía exigências como fim de sanções, reparações e controle sobre o Estreito de Hormuz.

O Estreito de Hormuz é um dos pontos mais estratégicos do comércio mundial de energia. Em março, a própria Al Jazeera destacou que cerca de um quinto da oferta global de petróleo costuma passar pela rota, o que ajuda a explicar por que tensões militares ou diplomáticas na região tendem a provocar alta nos preços internacionais.

A importância do Irã no mercado energético também aumenta a preocupação dos investidores. O país aparece entre os produtores relevantes de petróleo no Oriente Médio, e qualquer risco de interrupção nas exportações, nas rotas marítimas ou na infraestrutura energética regional costuma ser incorporado rapidamente aos contratos futuros da commodity.

Na prática, altas expressivas do petróleo podem pressionar custos de combustíveis, transporte e cadeias produtivas em diferentes países. Quando o Brent e o WTI avançam em meio a crises geopolíticas, o mercado passa a monitorar não apenas o volume disponível de petróleo, mas também a segurança das rotas de escoamento e a possibilidade de novas sanções ou bloqueios.

O movimento desta vez ocorreu após uma sequência de oscilações provocadas pela guerra e pelas incertezas sobre negociações entre Washington e Teerã. Em abril, a Al Jazeera já havia registrado alta dos preços em meio a sinais contraditórios sobre conversas entre Estados Unidos e Irã e a ataques contra embarcações comerciais no Estreito de Hormuz.

Com a rejeição de Trump à resposta iraniana, o mercado passou a avaliar o risco de prolongamento do conflito e de novas interrupções no abastecimento. A combinação de impasse diplomático, tensão militar e dependência de rotas estratégicas manteve o petróleo sob pressão no início da semana.

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