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Premiê da Alemanha apoia agressão de Trump e Netanyahu contra o Irã

Friedrich Merz afirma na Casa Branca que concorda em afastar regime iraniano e cobra fim rápido da guerra para conter alta do petróleo e impactos globais

Chanceler alemão Friedrich Merz ao lado do presidente dos EUA, Donald Trump (Foto: Suzanne Plunkett/REUTERS)

247 - Em reunião bilateral realizada na manhã desta terça-feira (3), na Casa Branca, o premiê alemão Friedrich Merz afirmou que concorda com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para “afastar esse regime terrível do Irã”. As declarações foram publicadas pela Folha de S.Paulo e ocorreram durante o terceiro encontro entre os dois líderes.

“Vamos falar sobre o dia seguinte, se o [atual regime] cair”, declarou Merz, ao mencionar a possibilidade de mudanças no comando iraniano. Ele também destacou que a alta do petróleo provocada pelo início da guerra tem afetado a economia global e apontou esse fator como um dos motivos para tentar encerrar rapidamente o conflito. “Esperamos que o exército americano e israelense está fazendo a coisa certa para levar esta guerra a um fim e ter um novo governo estabelecido que leve liberdade e paz.”

A manifestação do premiê ocorre em meio às alegações do governo Trump de que os Estados Unidos já cumpriram sua parte na ofensiva e que agora caberia aos iranianos assumirem o controle do próprio país. No início da reunião, o presidente americano elogiou o chanceler alemão e afirmou que ambos já haviam conversado “um pouco sobre o Irã”. “Ele tem nos ajudado e sido muito legal, na verdade. Por isso, é uma grande honra ter você aqui.”

Trump também comentou a situação militar do Irã. “Eles [Irã] não têm marinha, pois foi destruída. Não tem forças aéreas, pois foram derrubadas. Não tem detectores aéreos e nem radares. Tudo tem sido derrubado. Estamos indo muito bem.” Questionado sobre o papel da Alemanha nos bombardeios, afirmou que o país europeu tem autorizado tropas americanas a “aterrisar em algumas áreas, o que tem deixado as coisas mais confortáveis”. E acrescentou: “Não estamos pedindo para que coloquem as botas no chão e nem nada do tipo”.

O presidente dos EUA voltou a elogiar Merz e comparou sua gestão à da ex-primeira-ministra Angela Merkel. “Eu disse a ela que estava destruindo o país com os imigrantes e a energia. Agora, temos um homem sentado ao meu lado que é o oposto dela em imigração e em relação a energia”, declarou.

Antes de embarcar para Washington, Merz já havia defendido os ataques ao Irã e demonstrado apoio aos EUA e a Israel. “Agora não é o momento de dar lições aos nossos parceiros e aliados. Apesar de todas as dúvidas, compartilhamos muitos dos seus objetivos”, afirmou no domingo (1º), em entrevista a jornalistas. Ele também questionou a eficácia de medidas diplomáticas e jurídicas adotadas ao longo das últimas décadas. “Vemos o dilema de que as medidas e etapas jurídicas internacionais, que temos tentado repetidamente nas últimas décadas, são obviamente ineficazes contra um regime que está se armando com armas nucleares e oprimindo brutalmente seu próprio povo.”

“O regime dos aiatolás é um regime terrorista, responsável pela opressão do povo iraniano há décadas”, declarou o chanceler, acrescentando: “Com os EUA e Israel, compartilhamos o interesse de que o terrorismo desses regimes cesse.”

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