Primeiro-ministro do Líbano denuncia crimes de guerra de Israel
Governo condena violações aos direitos humanos e ao direito internacional
247 - O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, condenou fortemente os ataques israelenses no sul do país que resultaram na morte de três socorristas da Defesa Civil. De acordo com Salam, o ataque constitui um "crime hediondo", acusando Israel de uma grave violação das normas do direito internacional humanitário. A acusação vem após um duplo ataque israelense contra o prédio de Majdal Zoun, que matou cinco pessoas, incluindo os trabalhadores de emergência que estavam no local para ajudar as vítimas do primeiro ataque.
Salam afirmou, em um comunicado publicado em suas redes sociais, que "atacar elementos da Defesa Civil em Majdal Zoun e assassiná-los enquanto cumpriam seu dever humanitário constitui um novo e inédito crime de guerra perpetrado por Israel". O primeiro-ministro enfatizou que esse ato representa uma violação flagrante dos princípios internacionais que protegem civis e trabalhadores humanitários. "O governo não poupará esforços para condenar este crime hediondo em fóruns internacionais e para mobilizar todos os esforços para obrigar Israel a cessar as suas contínuas violações do acordo de cessar-fogo", completou.
De acordo com o Ministério da Saúde libanês, dois soldados libaneses também ficaram feridos no segundo ataque, que tinha como alvo não apenas os socorristas, mas também escavadeiras civis e uma patrulha militar libanesa. O porta-voz da Defesa Civil libanesa revelou que os socorristas, inicialmente presos sob os escombros do segundo ataque, foram confirmados como mortos após o resgate. Esse ataque ocorre em meio a uma escalada de violência no país, onde as forças israelenses continuam a realizar ataques aéreos diários, apesar do cessar-fogo mediado pelos EUA.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, também se manifestou sobre o incidente, lembrando que este é apenas o mais recente de uma série de ataques que têm como alvo os trabalhadores humanitários e de resgate. "Esses assassinatos indicam que Israel continua a violar leis e convenções internacionais que protegem civis, paramédicos e trabalhadores de resgate", afirmou Aoun. As ações israelenses foram criticadas internacionalmente, com organizações de direitos humanos, como a Human Rights Watch, denunciando o silêncio global diante dos crimes de guerra cometidos por Israel.
A situação no Líbano permanece tensa, com as forças israelenses intensificando seus ataques, principalmente no sul e leste do país. O número de mortos em decorrência dos ataques israelenses desde 2 de março chegou a 2.534, enquanto 7.863 pessoas ficaram feridas, conforme os últimos relatos do Ministério da Saúde do Líbano.
Com a crescente violência, o governo libanês segue buscando apoio internacional para pressionar Israel a respeitar os acordos de cessar-fogo e cessar as suas operações militares. A comunidade internacional também está sendo convocada a tomar medidas mais eficazes para impedir que novos crimes de guerra ocorram no país.


