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Projeto “Grande Israel” ameaça estabilidade regional, alerta relatora da ONU

Francesca Albanese afirma que plano de Netanyahu coloca o Oriente Médio sob risco e cobra responsabilização de Israel na Corte Internacional

Francesca Albanese em Genebra (Foto: REUTERS/Denis Balibouse)

247 - O projeto denominado “Grande Israel”, do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, representa uma ameaça direta à estabilidade de toda a região do Oriente Médio, segundo avaliação da relatora especial da ONU para a Palestina, Francesca Albanese. A advertência foi feita durante reunião realizada na noite de terça-feira em Amã, capital da Jordânia.

As declarações foram publicadas pela emissora Hispantv. No encontro, Albanese afirmou que “a Jordânia está dentro do escopo da ameaça representada por este projeto”, alertando que a iniciativa “põe em risco a estabilidade regional como um todo”. Em outro momento, reforçou: “a ameaça existe e devemos estar preocupados”.

A relatora sustentou ainda que há um cenário de omissão diante da gravidade da situação. Segundo ela, “existe um estado de negação generalizada em relação a essa realidade, que abrange indivíduos e governos na região e na Europa”.

Pressão internacional e Corte Internacional de Justiça

Francesca Albanese declarou esperar que a Jordânia se una aos esforços da Corte Internacional de Justiça (CIJ) para “responsabilizar Israel pelos crimes cometidos em Gaza e na Cisjordânia”. Ela contextualizou o apelo dentro da crescente mobilização global por responsabilização: o convite, segundo afirmou, ocorre no “contexto da pressão internacional sobre Israel para garantir justiça e levar os responsáveis pelos crimes à justiça”.

Ao abordar a aliança entre Israel e Estados Unidos, a relatora classificou seu impacto sobre o direito internacional como “atroz” e questionou: “Vejam, há 193 países na comunidade internacional. É possível que 191 países não consigam equilibrar ou enfrentar o efeito atroz dessa aliança entre Israel e Estados Unidos?”

Ela enfatizou que “o direito internacional não trata dos Estados, mas dos direitos”, acrescentando que “o primeiro passo é que Israel se retire, desmonte os assentamentos e deixe de explorar os recursos naturais palestinos”.

Críticas à Europa e denúncias de repressão

Albanese também instou países da região e do mundo a “não comerciar petróleo nem gás com Israel”. Em relação à Europa, afirmou que os países europeus têm “a oportunidade de corrigir os erros do passado” vinculados a períodos de colonização e de assumir responsabilidade diante do que ocorre contra os palestinos.

A relatora criticou diretamente Itália, França e Alemanha, afirmando que esses países teriam exercido “pressões para destituí-la de seu cargo”. 

Acusações de genocídio gradual em Gaza

Para a representante da ONU, a situação na Faixa de Gaza não pode ser tratada como um episódio isolado. Segundo afirmou, trata-se de “um processo de genocídio gradual que inclui assassinatos em massa, demolição de casas e prisões”. 

Ao final, defendeu que o enfrentamento do genocídio exige ação coletiva. 

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