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Protesto contra G7 termina em confronto na Suíça

Protesto contra G7 em Genebra reuniu milhares contra imperialismo, crise climática e agressão militar ao Irã

Manifestação contra G7 (Foto: Reuters)
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247 - O protesto contra o G7 em Genebra reuniu cerca de 15 mil pessoas neste domingo, 14 de junho, em uma mobilização contra o imperialismo, a crise climática e a agressão militar contra o Irã, às vésperas da cúpula de líderes em Évian-les-Bains, na França. A manifestação começou de forma pacífica às margens do Lago de Genebra, mas terminou em confrontos entre ativistas e a polícia suíça nas proximidades da sede das Nações Unidas, informa a Telesur.

Integrantes do coletivo anticapitalista “No-G7” (G7 Não), que reúne cerca de 200 organizações sociais, protestaram contra o caráter antidemocrático do fórum, as alianças imperialistas, a opressão do povo palestino, a crise climática e o sistema financeiro global. 

Confronto perto da ONU

A tensão aumentou quando a polícia suíça lançou gás lacrimogêneo diante do edifício da ONU. A ação provocou confrontos, com arremesso de objetos por parte de manifestantes e danos à sede da União Internacional de Telecomunicações.

A mobilização foi organizada na véspera da 52ª Cúpula do G7, marcada para ocorrer entre 15 e 17 de junho de 2026, na cidade termal francesa de Évian-les-Bains. O encontro será realizado sob a presidência rotativa da França e reunirá líderes do Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido, Estados Unidos e União Europeia.

Críticas ao bloco ocidental

Os participantes da marcha denunciaram o G7 como um espaço de articulação das principais potências ocidentais. O coletivo No-G7 defende uma resposta internacionalista às políticas consideradas excludentes pelo grupo e levou às ruas críticas à ordem econômica internacional.

A manifestação também incorporou pautas ligadas à Palestina, ao clima e à escalada militar no Oriente Médio. A agressão militar contra o Irã foi apontada pelos manifestantes como um dos principais elementos de tensão global às vésperas da reunião de líderes.

Cúpula ocorre em meio a tensões geopolíticas

A cúpula de Évian-les-Bains será o primeiro encontro transatlântico desde a ofensiva militar de Washington e Tel Aviv contra o Irã, ocorrida em fevereiro. O conflito armado, somado à guerra comercial dos Estados Unidos e às ambições de Washington em relação à Groenlândia, aprofundou divisões geopolíticas e aumentou as tensões entre as potências ocidentais presentes no encontro.

A chegada do presidente francês Emmanuel Macron à região, após reunião com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, foi acompanhada por forte presença militar e policial. O esquema de segurança busca impedir a repetição dos incidentes registrados durante a cúpula de 2003, isolando áreas sensíveis e reforçando o controle na fronteira compartilhada entre França e Suíça.

Marcha autorizada em território suíço

Com as restrições impostas por Paris, a única marcha permitida contra o G7 foi autorizada em território suíço. O percurso, no entanto, foi alterado e submetido a forte monitoramento policial, o que gerou críticas de manifestantes e organizações envolvidas na mobilização.

A União Europeia será representada no encontro pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, e pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. A agenda oficial da cúpula inclui economia, segurança global e mudanças climáticas, temas que também estiveram no centro das críticas feitas nas ruas de Genebra.

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