Ursula apoia acordo entre EUA e Irã e cobra reabertura imediata de Ormuz
Presidente da Comissão Europeia defende implementação plena do pacto, liberdade de navegação sem pedágios e novas negociações de segurança no Oriente Médio
247 – A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saudou o acordo alcançado entre os Estados Unidos e o Irã e afirmou que a prioridade agora deve ser sua implementação rápida e integral por todas as partes. Para a dirigente europeia, o pacto precisa permitir a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia.
Em manifestação pública, Ursula afirmou: “Acolho com satisfação o acordo alcançado entre os EUA e o Irã, após esforços diplomáticos sustentados de vários parceiros.” Segundo ela, “a prioridade agora é a sua implementação rápida e plena por todas as partes.”
Europa cobra liberdade de navegação em Ormuz
Ursula von der Leyen destacou que a reabertura do Estreito de Ormuz é uma condição essencial para reduzir as tensões regionais e conter os impactos econômicos da crise. O estreito é uma das passagens marítimas mais sensíveis do mundo, por onde circula parte expressiva do comércio internacional de petróleo e gás.
“Este acordo deve permitir a reabertura imediata do Estreito de Ormuz”, afirmou a presidente da Comissão Europeia. Ela acrescentou que “a liberdade de navegação deve ser restaurada sem pedágios.”
Para Ursula, a normalização do tráfego marítimo não é apenas uma questão regional. Trata-se de um fator decisivo para a estabilidade econômica global. “Isto é essencial para a estabilidade regional e a economia global”, declarou.
Acordo abre caminho para negociações mais amplas
A presidente da Comissão Europeia também defendeu que o acordo entre Washington e Teerã seja usado como ponto de partida para uma agenda diplomática mais ampla no Oriente Médio. Segundo Ursula, o pacto “abre a porta a negociações mais amplas sobre paz e segurança no Médio Oriente.”
A dirigente europeia, no entanto, deixou claro que Bruxelas espera avanços em temas sensíveis ligados ao Irã. Para ela, o processo diplomático deve levar ao fim dos programas nuclear e balístico iranianos, além de conter o que classificou como atividades desestabilizadoras na região.
O posicionamento evidencia a tentativa europeia de apoiar a distensão entre Estados Unidos e Irã, mas sem abandonar as exigências tradicionais do Ocidente em relação à política regional e militar de Teerã.
Ursula vincula paz regional à situação no Líbano
Ursula von der Leyen também associou a busca pela paz no Oriente Médio à crise no Líbano. A presidente da Comissão Europeia afirmou que não haverá estabilidade regional enquanto o país seguir sob ataques e tensões militares.
“E, claro, não pode haver paz no Médio Oriente enquanto o Líbano arde em chamas”, afirmou.
Em seguida, Ursula reiterou o apelo europeu pelo respeito à soberania libanesa. “Mais uma vez, a Europa apela a todas as partes para que respeitem a soberania e a integridade territorial do Líbano e implementem um verdadeiro cessar-fogo.”
A declaração ocorre em meio ao temor de que a crise entre Estados Unidos, Irã e Israel se espalhe ainda mais pela região, comprometendo os esforços diplomáticos em curso.
G7 discutirá crise com parceiros do Golfo
Ursula afirmou que os líderes do G7 se reunirão em Evian com parceiros do Golfo e de outras regiões do Oriente Médio para discutir os desdobramentos da crise e os próximos passos diplomáticos.
“Em Evian, os líderes do G7 encontrar-se-ão com parceiros do Golfo e do Médio Oriente mais amplo. A Europa está pronta para desempenhar o seu papel”, disse.
A mensagem reforça a intenção da União Europeia de participar da construção de uma solução política mais abrangente, envolvendo segurança regional, rotas de energia, navegação internacional e a redução das tensões militares.
Crise expõe dependência energética global
Além da dimensão diplomática, Ursula von der Leyen afirmou que a crise trouxe uma lição clara sobre os riscos das dependências energéticas. Segundo ela, essas vulnerabilidades voltaram a ser usadas como instrumento de pressão geopolítica.
“Esta crise também traz uma lição clara. Mais uma vez, as dependências energéticas foram instrumentalizadas”, declarou.
A presidente da Comissão Europeia defendeu que a Europa e seus parceiros diversifiquem rotas de abastecimento e desenvolvam corredores alternativos de exportação, reduzindo a exposição ao Estreito de Ormuz.
“Devemos diversificar as nossas rotas de abastecimento e desenvolver corredores de exportação alternativos para nos afastarmos do gargalo de Ormuz”, afirmou.
Para Ursula, essa será uma das pautas centrais das discussões em Evian. “Discutiremos isto, e muito mais, em Evian”, concluiu.
A posição europeia combina apoio ao acordo entre Estados Unidos e Irã com a defesa de uma agenda mais ampla de segurança, energia e estabilidade regional. Ao mesmo tempo em que saúda a possibilidade de reabertura de Ormuz, Ursula deixa claro que a União Europeia pretende pressionar por compromissos adicionais de Teerã e por um cessar-fogo efetivo no Líbano.



