Relação entre Rússia e EUA vive impasse em temas sensíveis, diz vice-chanceler
Sergey Ryabkov afirma que diálogo bilateral enfrenta estagnação e passa por reavaliação do formato das negociações
247 - O diálogo entre a Rússia e os Estados Unidos sobre temas considerados sensíveis permanece paralisado, segundo avaliação do governo russo. A constatação foi feita pelo vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Ryabkov, ao comentar o estado atual das relações entre Moscou e Washington, marcadas, segundo ele, por dificuldades persistentes em pontos específicos da agenda bilateral.
Em entrevista à agência TASS, Ryabkov afirmou que o termo mais adequado para definir o momento é a estagnação. “Quanto à avaliação geral das relações com os Estados Unidos, na minha opinião, ‘estagnação’ é a palavra que melhor se aplica a elas no momento”, declarou. O diplomata fez questão de delimitar o escopo da análise, acrescentando: “Nesse caso, refiro-me estritamente e exclusivamente aos tópicos considerados pontos de atrito em nosso diálogo com Washington durante um certo período de tempo até agora”.
De acordo com o vice-chanceler, esse cenário leva o governo russo a tirar algumas conclusões práticas sobre a condução das conversas com os Estados Unidos. “A primeira é que precisamos modificar o formato do nosso diálogo com os Estados Unidos”, afirmou Ryabkov, ao explicar que as negociações passaram por mudanças desde as primeiras rodadas.
Segundo ele, os encontros iniciais ocorreram em países terceiros e foram conduzidos pelo embaixador russo Alexander Darchiev. No entanto, o processo entrou em uma nova fase. “Agora, devido à necessidade de realizar um trabalho preparatório adicional significativo, ou até mesmo de pesquisa, para verificar se existem limites de flexibilidade por parte dos americanos e se há base para novos acordos, o nível de comunicação naturalmente se torna o nível de trabalho”, explicou.
Apesar do impasse descrito, Ryabkov destacou que os contatos não foram interrompidos. “Mas as conversas continuam”, concluiu o vice-ministro das Relações Exteriores, sinalizando que, embora em ritmo mais técnico e cauteloso, o diálogo entre Moscou e Washington segue em andamento.

