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Rússia acusa Zelensky de tentar minar negociações de paz com ataques a civis

Porta-voz da chancelaria da Rússia afirma que ações de Kiev têm caráter terrorista e visam sabotar qualquer avanço em direção a um acordo de paz

María Zakharova, porta-voz da Chancelaria russa (Foto: Canal Telegram de Zakharova)

247 - A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, acusou o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, de tentar inviabilizar qualquer avanço nas negociações de paz por meio de ataques deliberados contra a população civil e instalações sociais. Segundo a diplomata, as ações atribuídas ao governo de Kiev não teriam motivação militar e configurariam atentados terroristas com objetivos políticos claros.

As declarações foram feitas em entrevista concedida à rádio Sputnik e divulgadas pela agência russa TASS nesta terça-feira (27). De acordo com Zakharova, a estratégia adotada por Zelensky seria uma resposta direta a qualquer sinal de aproximação diplomática ou tentativa de diálogo para encerrar o conflito.

“Como o regime de Zelensky responde aos contatos? Ele ataca não por necessidade militar ou com base na lógica da situação no campo de batalha”, afirmou a porta-voz. Em seguida, ela detalhou a natureza das ações atribuídas às forças ucranianas: “Os ataques estão sendo realizados precisamente contra a população civil e as instalações sociais. Não são apenas ataques, são atentados terroristas. Há várias razões e origens para tal comportamento”.

Zakharova sustentou que o principal objetivo dessas ações é impedir qualquer avanço no caminho da paz. “Em primeiro lugar, isto é, sem dúvida, uma tentativa de interromper e sabotar quaisquer discussões e progressos rumo à paz”, declarou. Segundo ela, nem mesmo etapas iniciais de diálogo seriam toleradas. “Nem sequer estamos discutindo o andamento das negociações ou o esboço final do processo de paz agora. Qualquer progresso nessa área provoca esse tipo de reação”, disse.

A diplomata reforçou que, na avaliação de Moscou, basta o início de qualquer esforço diplomático para gerar uma resposta violenta. “Assim que qualquer trabalho nessa área começa, já é motivo para reação”, concluiu Zakharova, ao reiterar a acusação de que os ataques teriam como alvo principal a população civil, e não objetivos militares.

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