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Rússia frustra plano de espionagem estrangeira para invadir celulares de autoridades

Segundo a inteligência russa, celulares de altos funcionários russos foram alvo de vírus em operação coordenada por vários países

Celular nas escolas (Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil)
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247 - O Serviço Federal de Segurança da Rússia, o FSB, afirmou ter frustrado uma operação de espionagem estrangeira por malware em celulares, voltada contra smartphones de altos funcionários russos. As informações são da Sputnik Internacional.

De acordo com a reportagem, o FSB declarou que agências de inteligência estrangeiras buscavam obter informações sobre contatos, planos e sentimentos na sociedade russa por meio de dispositivos infectados com software malicioso.

A agência russa de segurança disse ter identificado um esquema para extrair dados de smartphones de funcionários de alto escalão da Rússia. Segundo o FSB, as informações seriam obtidas de forma secreta por meio de recursos associados às empresas norte-americanas de tecnologia Fastly e Cloudflare.

Em vídeo divulgado pelo FSB, um funcionário afirmou que a operação buscava contornar estruturas intermediárias e acessar diretamente os dados de interesse das agências estrangeiras.

“A coleta de dados sobre contatos, planos e sentimentos na sociedade foi planejada para ser realizada diretamente, sem intermediários como ONGs”, disse o funcionário.

Segundo o FSB, pessoas sobre as quais agências estrangeiras reuniriam informações comprometedoras por meio da invasão de smartphones poderiam ser posteriormente incluídas em listas de sanções de países ocidentais. A avaliação do serviço russo é que esse mecanismo serviria como forma de pressão contra os alvos.

O órgão também afirmou que as tentativas de coleta de dados envolviam diferentes métodos de vigilância digital, incluindo acesso oculto a mensagens, escutas, monitoramento do ambiente ao redor dos aparelhos e rastreamento de localização.

“As tentativas de coleta de dados foram realizadas por meio de acesso secreto ao conteúdo de correspondências, escutas telefônicas, monitoramento acústico e de vídeo do ambiente ao redor dos dispositivos, bem como coleta de dados de geolocalização e contato”, disse o funcionário.

Ainda segundo o vídeo divulgado pelo FSB, as agências de inteligência estrangeiras teriam optado pela invasão de smartphones por considerarem esse método mais barato do que o recrutamento de informantes.

O serviço russo classificou o caso como uma ação complexa, com possíveis desdobramentos significativos para a segurança de altos funcionários e para a proteção de informações sensíveis no país.

“Já se pode afirmar que esta é uma operação de múltiplos níveis, com consequências de longo alcance e riscos graves, que envolve a coordenação de vários estados”, disse o funcionário.

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