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Saiba o que está acontecendo no 59º dia da guerra dos EUA e Israel contra o Irã

Teerã intensifica diplomacia enquanto prossegue a tensão no Estreito de Ormuz e Israel viola o cessar-fogo no Líbano

Outdoor oficial anuncia negociações entre Irã e EUA no Paquistão (Foto: Reuters)

247 - A guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã chega ao 59º dia marcada por uma combinação de escalada militar e intensificação de esforços diplomáticos. Em meio às negociações indiretas, Teerã busca apoio de parceiros regionais e globais para construir um caminho que leve ao fim da agressão militar, enquanto mantém posições firmes em pontos estratégicos.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, iniciou uma série de viagens diplomáticas que incluem Paquistão, Omã e Rússia, com o objetivo de discutir soluções para encerrar a guerra. As conversas envolvem tanto questões bilaterais quanto o cenário regional mais amplo.

Araghchi chegou a São Petersburgo nesta segunda-feira (27) e deve se reunir com o presidente russo, Vladimir Putin. Ele afirmou que as conversas realizadas em Islamabad foram “muito produtivas” e incluíram uma análise das “condições específicas sob as quais as negociações entre o Irã e os EUA poderiam continuar”.

O diplomata também destacou que Irã e Omã, países que compartilham o controle do Estreito de Ormuz, concordaram em manter consultas técnicas para garantir a segurança da navegação na região, considerada vital para o comércio global de petróleo.

Segundo uma fonte diplomática citada pelo repórter Osama Bin Javaid, da Al Jazeera, os acontecimentos recentes “serviram como um catalisador”, reforçando a necessidade de uma solução duradoura. “Aqui em Islamabad, estamos sendo informados de que estamos nos aproximando de uma espécie de estrutura que fornecerá um contexto para que todas essas partes possam chegar a um acordo – e não apenas os iranianos e os americanos, mas essencialmente também os países do Golfo”, relatou.

A Rússia também se posicionou sobre o processo. O enviado russo a organizações internacionais em Viena, Mikhail Ulyanov, afirmou que os Estados Unidos precisam abandonar a “chantagem” e os “ultimatos” para que as negociações avancem.

No campo estratégico, o Estreito de Ormuz segue como um dos principais pontos de tensão. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã deixou claro que não pretende liberar a passagem. Em comunicado, afirmou que “controlar o Estreito de Ormuz e manter a sombra de seus efeitos dissuasores sobre os Estados Unidos e os apoiadores da Casa Branca na região é a estratégia definitiva do Irã islâmico”.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump declarou que permanece aberto a negociações, mas reforçou que o Irã não pode desenvolver armas nucleares. 

Enquanto isso, o cenário no Líbano segue agravado, com as violações ao cessar-fogo por parte do exército sionista ocupante e agressor. O Ministério da Saúde Pública informou que ataques israelenses no sul do país mataram ao menos 14 pessoas no domingo, incluindo duas mulheres e duas crianças, além de deixarem dezenas de feridos. A agência estatal National News Agency relatou ainda incursões militares israelenses na região de Kafra.

O Hezbollah, por sua vez, rejeitou acusações do governo israelense de violar o cessar-fogo. Em comunicado, afirmou que suas ações militares representam “uma resposta legítima às persistentes violações do cessar-fogo pelo inimigo desde o primeiro dia do anúncio da trégua temporária”.

O conflito segue marcado por impasses centrais, especialmente em torno do programa nuclear iraniano e do controle do Estreito de Ormuz, enquanto a comunidade internacional observa sinais ainda incertos de avanço diplomático.

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