Sánchez defende Yamal após gesto pró-Palestina
Chefe do governo espanhol rebate Israel e afirma que gesto de Yamal expressou solidariedade à Palestina
247 - O chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez, afirmou nesta quinta-feira (14) estar “orgulhoso” de Lamine Yamal, atacante do Barcelona, depois que o jogador hasteou uma bandeira palestina durante as comemorações pelo título do Campeonato Espanhol. O gesto levou Israel a acusar o atleta de “incitação ao ódio”, segundo informações da AFP.
Em publicação na rede social X, Sánchez rebateu as críticas feitas ao jovem jogador. “Aqueles que consideram que hastear a bandeira de um Estado é ‘incitar ao ódio’ ou perderam o juízo ou foram cegados pela própria ignomínia”, escreveu o chefe do governo espanhol.

Defesa pública de Sánchez
Sánchez também afirmou que Yamal expressou um sentimento compartilhado por grande parte da população espanhola. “Lamine apenas expressou a solidariedade com a Palestina que milhões de nós, espanhóis, sentimos. Mais um motivo para nos orgulharmos dele”, declarou.
O jogador do Barcelona exibiu a bandeira palestina na segunda-feira (11), do alto do ônibus do clube, durante a festa pela conquista do Campeonato Espanhol. O título havia sido confirmado no domingo (10), em partida contra o Real Madrid.
Israel reage ao gesto de Yamal
A manifestação do atleta provocou reação do ministro da Defesa de Israel, Israel Katz. Também no X, ele acusou Yamal de incitação contra Israel e contra o povo judeu.
“Como ministro da Defesa do Estado de Israel, não ficarei em silêncio diante da incitação contra Israel e contra o povo judeu”, declarou Katz.
O ministro israelense também cobrou uma resposta do Barcelona. “Espero que um clube grande e respeitado como o Barcelona se desmarque dessas declarações e deixe claro, de forma inequívoca, que não há lugar para a incitação nem para o apoio ao terrorismo”, afirmou.
Gesto repercute em Gaza e no Barcelona
A atitude de Lamine Yamal teve repercussão na Faixa de Gaza. Em um campo de refugiados, artistas pintaram um mural sobre escombros retratando o jogador com uma bandeira palestina.
No Barcelona, o técnico Hansi Flick também comentou o episódio. Na terça-feira (12), ele afirmou que “são coisas de que normalmente não” gosta. Questionado sobre o gesto, acrescentou: “Eu disse a ele que, se quiser fazer isso, é decisão dele, já é maior de idade”.



