HOME > Mundo

Suíça congela bens ligados a Maduro após sequestro pelos EUA

Medida anunciada pelo governo suíço tem validade de quatro anos

O presidente da Venezuela Nicolás Maduro (Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters)

247 - O governo da Suíça anunciou o congelamento imediato de bens atribuídos a Nicolás Maduro e a pessoas associadas a ele que estejam sob jurisdição do país. A decisão foi tomada após a detenção de Maduro em Caracas por forças dos Estados Unidos e sua posterior transferência para território norte-americano, em um episódio que ampliou a tensão internacional em torno da situação política venezuelana. As informações são da CNN.

Segundo o Conselho federal suíço, a medida terá validade inicial de quatro anos e tem caráter preventivo, com o objetivo de evitar a saída de ativos que possam ter origem ilícita, somando-se às sanções que a Suíça mantém contra a Venezuela desde 2018.

De acordo com o governo suíço, o congelamento não atinge integrantes do atual governo venezuelano. O Conselho Federal afirmou ainda que, caso seja comprovado que determinados recursos tenham sido obtidos de forma ilegal, a intenção é que esses valores sejam futuramente restituídos em benefício do povo da Venezuela.

Em nota, o Conselho Federal avaliou que o cenário no país sul-americano permanece instável, com diferentes desdobramentos possíveis nas próximas semanas. As autoridades suíças disseram acompanhar os acontecimentos de perto e defenderam uma postura de desescalada e moderação, além de colocarem o país à disposição para colaborar diplomaticamente na busca por uma solução pacífica. “O Conselho Federal quer garantir que quaisquer ativos adquiridos ilicitamente não sejam transferidos para fora da Suíça na conjuntura atual”, afirmou o órgão.

O governo classificou a decisão como uma medida de precaução, aplicada a Maduro e a seus associados por serem considerados estrangeiros politicamente expostos. Até o momento, não foram divulgados valores nem detalhes sobre quais bens estariam eventualmente congelados, e as autoridades suíças não responderam a pedidos de esclarecimento adicionais sobre a existência desses ativos no país.

Artigos Relacionados