Suspeito de ataque em jantar com Trump pode pegar prisão perpétua
Cole Tomas Allen enfrenta três acusações, incluindo tentativa de assassinato do presidente dos EUA
247 - O suspeito de tentar matar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode pegar prisão perpétua após ser formalmente denunciado por três crimes, incluindo tentativa de assassinato do presidente dos Estados Unidos, durante um jantar oficial em Washington neste final de semana.
De acordo com o jornal O Globo, Cole Tomas Allen compareceu pela primeira vez à Justiça nesta segunda-feira (27) e passou a responder formalmente pelas acusações. O processo também inclui investigações sobre um manifesto encontrado com o suspeito, que pode ajudar a esclarecer suas motivações.
Acusações e possível pena
Durante a audiência, o juiz federal confirmou que Allen, de 31 anos, se tornou réu por três crimes: transporte de arma e munição com intenção criminosa, disparo de arma de fogo durante crime violento e tentativa de assassinato do presidente dos Estados Unidos. Caso seja condenado, ele pode receber pena de prisão perpétua.
A promotora Jocelyn Valentine afirmou que o suspeito viajou da Califórnia até Washington portando uma escopeta, uma pistola e três facas “com a intenção de realizar um assassinato político”. Allen não se declarou culpado nem inocente, e a Justiça decidirá nos próximos dias se ele permanecerá detido. Sua defesa informou que ele não possui antecedentes criminais.
Ataque durante jantar oficial
O episódio ocorreu no sábado (25), durante o tradicional jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizado no hotel Washington Hilton. O evento reunia o presidente Donald Trump, o vice-presidente JD Vance, membros do governo e jornalistas.
A situação se transformou em caos após disparos do lado de fora do salão. Agentes do Serviço Secreto retiraram rapidamente Trump e outras autoridades, enquanto convidados foram orientados a se proteger sob as mesas.
Imagens de segurança mostram o suspeito correndo em direção ao bloqueio policial antes dos disparos. Um agente federal foi atingido, mas não sofreu ferimentos graves devido ao colete à prova de balas. Allen foi contido no local e teve as armas apreendidas.
Perfil do suspeito e investigação
Allen é engenheiro mecânico e morador da Califórnia. Segundo relatos, era conhecido por projetos tecnológicos e atuação como professor, tendo recebido um prêmio em 2024. Também trabalhava com desenvolvimento de jogos digitais.
Colegas ouvidos pela imprensa estadunidense demonstraram surpresa com o caso, descrevendo-o como uma pessoa “gentil e inteligente”. Investigações indicam que ele adquiriu as armas sem o conhecimento da família, embora frequentasse clubes de tiro regularmente.
Um dos principais focos do inquérito é um manifesto de cerca de mil palavras encontrado com o acusado. No documento, ele faz críticas ao cenário político dos Estados Unidos, especialmente ao presidente, a quem chama de “traidor” ao mencionar políticas como a imigração. O texto também sugere que integrantes do alto escalão do governo seriam alvos, com exceção do diretor do FBI.
Repercussão política
O caso teve impacto imediato em Washington e ampliou as tensões políticas. Aliados de Trump passaram a responsabilizar adversários e parte da imprensa por um suposto aumento da violência política no país, em meio ao cenário pré-eleitoral. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou em coletiva que “há um culto de ódio de esquerda contra o presidente e todos aqueles que o apoiam e trabalham para ele”.



