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Suspeito de ataque em jantar da Casa Branca escreveu manifesto anticristão, diz Trump

Presidente dos Estados Unidos afirma que autor planejava atingir autoridades e expõe falhas de segurança em hotel de Washington

Donald Trump (Foto: Reuters)

247 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (26) que o suspeito de tentar atacar autoridades durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca escreveu um manifesto anticristão e demonstrava “muito ódio no coração”. As informações foram divulgadas pela agência Reuters.

O suspeito foi identificado por autoridades como Cole Tomas Allen, de 31 anos, residente em Torrance, na Califórnia. Ele foi preso no próprio local do evento, realizado no hotel Washington Hilton, na capital americana, antes de conseguir acessar o salão principal onde estavam as autoridades.

Manifesto revela motivação ideológica

Em entrevista ao programa Sunday Briefing, da Fox News, Trump declarou: “Quando você lê o manifesto dele, ele odeia cristãos”. O presidente também classificou o suspeito como “um cara doente” e afirmou que familiares já haviam alertado autoridades sobre seu comportamento.

De acordo com fontes ouvidas pela Reuters, o manifesto foi enviado aos familiares pouco antes do ataque. No documento, Allen teria se autodenominado “Friendly Federal Assassin”.

O texto traz críticas diretas ao cristianismo. Um dos trechos afirma: “Virar a outra face quando outra pessoa é oprimida não é comportamento cristão; é cumplicidade nos crimes do opressor”.

Ainda segundo autoridades, o manifesto listava como alvos integrantes do governo Trump, organizados por ordem de importância. O diretor do FBI, Kash Patel, não estava entre os nomes mencionados.

O documento também ironizava a segurança do local do evento. Em um dos trechos, o autor escreveu: “A única coisa que percebi imediatamente ao entrar no hotel foi o senso de arrogância. Eu entro com várias armas e nem uma única pessoa considera que posso ser uma ameaça.”

Ataque frustrado e reação das autoridades

Segundo autoridades, Allen estava armado com uma espingarda, uma pistola e várias facas. Ele disparou contra um agente do Serviço Secreto em um ponto de controle de segurança do hotel, mas foi rapidamente contido e preso.

O agente atingido não sofreu ferimentos graves porque o disparo atingiu seu colete à prova de balas, informou Trump.

Durante o incidente, o presidente Donald Trump, a primeira-dama Melania Trump, o vice-presidente JD Vance e outros membros do alto escalão foram retirados às pressas do local.

O procurador-geral interino dos Estados Unidos, Todd Blanche, afirmou que Trump e integrantes de sua administração eram os alvos prováveis do ataque. Ele também revelou que o suspeito viajou de trem de Los Angeles para Chicago e, depois, para Washington, hospedando-se no hotel na sexta-feira.

Allen deverá ser formalmente acusado em tribunal federal por agressão a agente federal, disparo de arma de fogo e tentativa de homicídio de um agente federal. Segundo Blanche, outras acusações ainda podem ser apresentadas.

Contexto de radicalização e investigação

Uma autoridade da Casa Branca informou que familiares relataram que Allen tinha tendência a fazer declarações radicais e havia participado de um protesto anti-Trump chamado “No Kings”. Ele também teria mencionado a intenção de fazer “algo” para corrigir problemas do mundo atual.

As investigações indicam que o suspeito adquiriu duas pistolas e uma espingarda, que estavam armazenadas na casa de seus pais.

Ainda não há confirmação de qualquer conexão internacional com o ataque. Blanche afirmou que não há evidências, até o momento, de ligação com o Irã.

Violência política em alta e falhas de segurança

O episódio reacende o debate sobre o aumento da violência política nos Estados Unidos nos últimos anos. Casos recentes incluem o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, em 2025, e o homicídio da deputada estadual democrata Melissa Hortman e de seu marido, além do ferimento de um senador estadual de Minnesota.

Uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada após esses episódios apontou que muitos americanos acreditam que a retórica política cada vez mais agressiva tem incentivado atos de violência no país.

O caso também levantou questionamentos sobre a segurança de eventos com autoridades de alto nível. Trump utilizou o episódio para defender a construção de um novo salão de eventos dentro da Casa Branca.

Em publicação na rede Truth Social, ele afirmou que o espaço planejado terá “todos os recursos de segurança do mais alto nível” e destacou que o local estaria dentro da área protegida da residência oficial, que classificou como “o prédio mais seguro do mundo”.

Repercussão internacional e próximos passos

Líderes internacionais condenaram o ataque e expressaram alívio pelo fato de Trump e demais autoridades estarem seguros. O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, classificou o episódio como um ataque “às nossas sociedades livres e abertas”.

Apesar do incidente, a visita do rei Charles III, do Reino Unido, aos Estados Unidos será mantida. Um porta-voz do Palácio de Buckingham afirmou que o rei e a rainha estão “gratos a todos que trabalharam rapidamente para garantir que a visita ocorra conforme o planejado”.

A Associação de Correspondentes da Casa Branca informou que irá avaliar a realização futura do evento. Trump solicitou que o jantar seja remarcado dentro de 30 dias.

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