Trump ameaça China por possível envio de armas ao Irã
Presidente dos EUA alerta para “grandes problemas” à China em meio a tensões e negociações sobre o Irã
247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (11) que a China poderá enfrentar “grandes problemas” caso envie armas ao Irã, intensificando o tom de alerta em meio às tensões no Oriente Médio e às negociações em curso envolvendo Teerã.
Segundo informações publicadas pelo Investing.com, Trump fez as declarações a jornalistas do lado de fora da Casa Branca, onde também abordou o cenário diplomático com o Irã de forma ambígua, ao afirmar que “não faz diferença” para ele se um acordo será ou não alcançado, apesar de classificar as tratativas como “negociações muito profundas”.
O presidente norte-americano indicou preocupação com a segurança na região ao mencionar a movimentação naval no Golfo. Ele destacou que forças militares estão atuando para identificar possíveis ameaças marítimas. “Há caça-minas operando e varrendo o Estreito”, disse, acrescentando que pode haver “algumas minas na água”.
Sobre o desfecho das negociações, Trump manteve incerteza e reforçou uma postura confiante dos Estados Unidos. “Talvez eles façam um acordo, talvez não”, declarou. Em seguida, acrescentou: “Independentemente do que acontecer, nós vencemos”.
As declarações ocorrem em um momento de intensa movimentação diplomática. No sábado (11), tiveram início conversações tripartites envolvendo Estados Unidos, Irã e Paquistão. As reuniões acontecem poucos dias após a implementação de um cessar-fogo considerado frágil, que interrompeu um conflito de sete semanas responsável por milhares de mortes e impactos significativos nos mercados globais.
O processo de diálogo foi precedido por encontros separados entre autoridades norte-americanas, representantes iranianos e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, sinalizando esforços multilaterais para estabilizar a região.
Paralelamente, outra frente diplomática está em preparação. Negociações entre Israel e Líbano estão previstas para ocorrer na próxima semana em Washington, ampliando o escopo das tentativas de reduzir tensões no Oriente Médio.


