Trump aplica tarifa de 10% contra Dinamarca e outros países contrários à compra da Groenlândia pelos EUA
'Em junho, a tarifa aumentará para 25%', acrescentou o presidente estadunidense, em mais uma de suas medidas polêmicas
247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (17) que aplicará uma tarifa de 10% sobre alguns países europeus caso eles anunciem posições contrárias ao plano dos EUA em comprar a Groenlândia.
"A partir de 1º de fevereiro de 2026, todos os países (Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia) estarão sujeitos a uma tarifa de 10% sobre todas as mercadorias enviadas aos Estados Unidos da América”, escreveu Trump no Truth Social, em mais uma de suas medidas polêmicas.
Segundo o presidente, “em 1º de junho de 2026, a tarifa será aumentada para 25%”. “Essa tarifa será devida e exigida até que seja alcançado um acordo para a compra completa e total da Groenlândia”, continuou.
“Os Estados Unidos tentam realizar essa transação há mais de 150 anos. Muitos presidentes tentaram, e por boas razões, mas a Dinamarca sempre recusou. Agora, por causa do Domo Dourado e dos sistemas modernos de armamento — tanto ofensivos quanto defensivos —, a necessidade de adquirir esse território é especialmente importante”.
Citado por Trump, o Domo Dourado é um projeto que está sendo desenvolvido pelos EUA, para a criação de um sistema antimísseis. A proposta foi avaliada em US$ 175 bilhões (R$ 1 trilhão). Antes das novas declarações sobre a Groenlândia, o presidente estadunidense afirmou que pretende terminar o projeto até o final do mandato, em 2029.
Groenlândia
Com uma população em torno de 56 mil pessoas, a Groenlândia possui grande riqueza mineral, incluindo metais diversos e reservas de petróleo e gás. Localizado entre EUA e Rússia, o território abriga hidrocarbonetos, utilizados na produção de combustíveis, além de ouro e urânio, empregado tanto na geração de energia nuclear quanto na fabricação de armas atômicas.
Ex-colônia da Dinamarca, a Groenlândia passou a fazer parte oficialmente do Reino da Dinamarca em 1953 e, atualmente, está submetida à Constituição do país europeu. Apesar disso, comunidades indígenas e setores do governo local manifestam forte resistência à exploração de petróleo e gás natural, motivados por preocupações de ordem ambiental.


