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Trump cogita EUA como guardiões do Oriente Médio em troca de 20% da receita da região

Presidente dos EUA afirmou que Washington pode retomar ataques contra Teerã se acordo nuclear fracassar

Donald Trump (Foto: REUTERS/Evan Vucci)
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247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington pode retomar ataques militares contra Teerã ou assumir o papel de “guardião do Oriente Médio” caso não haja um acordo final com o Irã sobre o programa nuclear do país, em meio à expectativa de uma nova rodada de negociações na Suíça.

As informações são da TASS, com base em entrevista concedida por Trump ao The New York Times. Segundo o jornal norte-americano, o presidente dos EUA condicionou os próximos passos de Washington ao desfecho das tratativas com Teerã.

De acordo com o relato do NYT reproduzido pela TASS, Trump “também insistiu que, se o Irã não chegasse a um acordo nuclear final com os Estados Unidos, ele retomaria os ataques militares contra Teerã ou tornaria os Estados Unidos ‘o guardião do Oriente Médio’ em troca de 20% das receitas da região”.

A declaração amplia o tom de pressão de Washington sobre Teerã em um momento em que o programa nuclear iraniano permanece no centro das discussões diplomáticas. A fala do presidente dos EUA associa diretamente a possibilidade de novas ações militares contra o Irã ao fracasso de um entendimento final entre os dois países.

Segundo o NYT, assessores de Trump esperam que uma nova etapa das negociações sobre o programa nuclear iraniano comece na sexta-feira, na Suíça. O eventual encontro ocorre em meio a um cenário de tensão política e diplomática, com Washington avaliando medidas caso não haja avanço nas conversas.

A menção de Trump a um papel dos Estados Unidos como “guardião do Oriente Médio” também acrescenta um elemento econômico à declaração, ao vincular essa hipótese a 20% das receitas da região. O presidente dos EUA não detalhou, no trecho divulgado, como essa proposta seria implementada nem quais países estariam envolvidos nesse eventual arranjo.

As tratativas sobre o programa nuclear iraniano seguem como um dos pontos centrais da política externa de Washington para o Oriente Médio. A nova rodada prevista para a Suíça, segundo o NYT, deve indicar se há espaço para um acordo final ou se a pressão militar voltará a ganhar força no discurso da Casa Branca.

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