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Trump defende ação do ICE após morte em operação em Mineápolis

Presidente dos EUA afirma que motorista agiu de forma violenta e que agente atirou em legítima defesa

Members of U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) stand at the scene after a driver of a vehicle was shot in Minneapolis, Minnesota, U.S., January 7, 2026. (Foto: REUTERS/Tim Evans)

247 - O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (7) que o agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) envolvido na morte de uma mulher durante uma operação em Mineápolis agiu em legítima defesa. Segundo ele, imagens do episódio indicariam que a motorista tentou atropelar o agente de maneira “violenta” e “deliberada” antes de ser baleada.

Trump publicou um vídeo da ação em uma rede social e classificou as imagens como “horríveis de se ver”. Em sua declaração, o presidente descreveu a situação como um confronto direto contra os agentes federais. “A mulher que aparece gritando era, obviamente, uma agitadora profissional, e a mulher que dirigia o carro estava extremamente desordeira, obstruindo e resistindo à ação, antes de atropelar de forma violenta, deliberada e brutal o agente do ICE, que parece ter atirado em legítima defesa”, afirmou.

Segundo autoridades locais, a mulher morta era uma cidadã americana de 37 anos. Ela estava dentro de um veículo que acabou colidindo contra um poste após ser atingido pelos disparos. Trump declarou ainda que o agente imigratório também ficou ferido durante a ocorrência e precisou ser encaminhado a um hospital.

De acordo com o presidente, o caso está sendo investigado. Ele também atribuiu ataques recentes contra oficiais do ICE a grupos que classificou como radicais de esquerda. Mais cedo, o Departamento de Segurança Interna (DHS) informou que o agente efetuou o disparo depois que a mulher tentou avançar com o carro contra os oficiais federais.

A secretária do DHS, Kristi Noem, saiu em defesa da atuação dos agentes e classificou a conduta da mulher como um ato de “terrorismo doméstico”. Segundo ela, os oficiais foram atacados enquanto tentavam remover um veículo que havia ficado preso na neve durante a operação.

Autoridades locais e lideranças políticas de Minnesota, no entanto, apresentaram versões críticas sobre a atuação federal. Em uma rede social, o senador estadual Omar Fateh afirmou que testemunhas relataram que agentes federais impediram um médico de prestar socorro e tentar reanimar a mulher após os disparos. Já o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, criticou duramente a presença do ICE na cidade. “Agentes de imigração estão causando caos em nossa cidade”, declarou. “Exigimos que o ICE deixe a cidade e o estado imediatamente. Estamos ao lado das comunidades de imigrantes e refugiados.”

Após a morte da mulher, dezenas de manifestantes se reuniram no local ainda na quarta-feira (7). Durante o protesto, foram entoados gritos como “Vergonha! Vergonha!” e “ICE fora de Minnesota!”, além do uso de apitos contra a atuação dos agentes federais e locais.

O episódio ocorre em meio a uma escalada das operações de imigração conduzidas pelo governo Trump em grandes centros urbanos. Segundo autoridades americanas, esta é ao menos a quinta morte registrada em ações desse tipo em diferentes estados desde 2024.

Mineápolis e a cidade vizinha de St. Paul seguem em estado de alerta desde terça-feira (6), quando o DHS anunciou o início de uma grande ofensiva migratória na região. A operação deve mobilizar cerca de 2.000 agentes e oficiais e está relacionada, em parte, a investigações sobre supostas fraudes envolvendo residentes de origem somali.

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