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Trump pressiona Irã e tensão cresce no Oriente Médio

Declarações elevam tensão enquanto ataques e impasses diplomáticos persistem na região

Donald Trump (Foto: Reuters)

247 - A escalada de tensões no Oriente Médio ganhou novo impulso após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pressionou o Irã a encerrar a guerra, afirmando que Teerã deveria simplesmente “dizer ‘nós desistimos’”. O cenário ocorre em meio a uma trégua temporária, ataques contínuos e impasses diplomáticos que mantêm a instabilidade na região.

As informações foram divulgadas pelo canal Al Jazeera, que acompanha em tempo real os desdobramentos do conflito. Segundo a cobertura, apesar de um cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã, ainda não há solução duradoura, e novos episódios de violência continuam sendo registrados.

Críticas internas e pressão política nos EUA

Nos Estados Unidos, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, enfrentou críticas de parlamentares após a morte de seis soldados americanos no Kuwait, atingidos por um drone iraniano. O deputado democrata Pat Ryan questionou a decisão de enviar tropas para uma área considerada vulnerável.

“Mesmo assim, vocês enviaram nossos soldados do 103º Comando de Sustentação para lá. Isso é verdade ou falso?”, perguntou Ryan durante audiência no Congresso.

Hegseth respondeu que o Exército tomou medidas preventivas e afirmou que os militares mortos são lembrados diariamente. Já Ryan citou relatos de sobreviventes que disseram não estar preparados para um ataque com drones e acusou o secretário de minimizar o ocorrido, defendendo sua renúncia.

Tensões no mar e risco à navegação global

A crise também se reflete no mar. Uma embarcação humanitária com destino à Faixa de Gaza relatou ter sido abordada por lanchas militares israelenses. De acordo com os organizadores da missão Global Sumud Flotilla, os militares apontaram lasers e armas e ordenaram que os tripulantes se ajoelhassem.

“As comunicações do barco estão sendo bloqueadas e um pedido de socorro foi emitido”, informou o grupo.

Ao mesmo tempo, autoridades dos Estados Unidos e do Reino Unido discutiram a necessidade urgente de garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do comércio global de gás natural liquefeito.

Conflito se estende ao Líbano

No Líbano, o chefe do Exército israelense, Eyal Zamir, afirmou que continuará atacando posições do Hezbollah mesmo além das áreas tradicionalmente delimitadas.

“Qualquer ameaça, em qualquer lugar, contra nossas comunidades ou nossas forças – incluindo além da linha amarela e ao norte do rio Litani – será eliminada”, declarou.

Apesar de um cessar-fogo anunciado anteriormente, ataques israelenses continuam sendo registrados no sul do país. Segundo relatos, uma dessas ações matou três membros de uma mesma família.

Diplomacia tenta conter escalada

Em meio à crise, esforços diplomáticos seguem em andamento. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, informou ter conversado com o presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, sobre os desdobramentos regionais. Ele também manteve diálogo com autoridades da Índia.

O governo de Omã, que atua como mediador, reforçou a necessidade de flexibilidade nas negociações. Em comunicado, o país destacou “a importância de intensificar os esforços internacionais” e defendeu que todas as partes busquem soluções práticas para encerrar os conflitos.

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