Unicef denuncia que impacto da guerra de Israel contra o Líbano sobre crianças é devastador
Os ataques de Israel acarretam "custo desumano"
247 - O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) denunciou o impacto devastador da guerra no Líbano sobre crianças, alertando para mortes, feridos e deslocamento massivo em meio à intensificação da ofensiva israelense. A entidade afirma que o conflito impõe um custo humanitário extremo à população infantil, com centenas de vítimas e milhares de famílias afetadas.
Segundo informações divulgadas pela Telesur, a agência da ONU afirmou que a escalada militar representa um “custo desumano e devastador para as crianças”, após registrar que ataques aéreos recentes mataram 33 menores e deixaram outros 153 feridos em apenas algumas horas.
Desde 2 de março, cerca de 600 crianças foram mortas ou feridas em consequência dos bombardeios. Além disso, milhares foram deslocadas ou separadas de suas famílias. O impacto humanitário se amplia em um cenário em que mais de um milhão de pessoas foram forçadas a deixar suas casas no Líbano, entre elas, aproximadamente 390 mil crianças.
Dados do Ministério da Saúde libanês indicam que o número total de mortos pelos ataques ultrapassa 1.530, com 4.812 feridos. Em um balanço mais amplo desde o início da escalada, os registros apontam 1.888 mortos e mais de 6 mil feridos. As autoridades ressaltam que os números permanecem provisórios, já que equipes de resgate continuam retirando vítimas de escombros em áreas atingidas.
Os ataques de Israel também têm atingido a infraestrutura essencial, incluindo centros de saúde e equipes de emergência, agravando ainda mais a crise humanitária no país. Profissionais da área médica e jornalistas estão entre os alvos dos ataques, segundo os relatos.
A Unicef destacou ainda que o direito internacional humanitário exige a proteção de civis, especialmente crianças, em qualquer circunstância. A organização pediu o fim do uso de armas explosivas de grande alcance em áreas densamente povoadas e classificou a intensificação dos ataques como um “salto inumano” no sofrimento da infância libanesa.
No campo político e militar, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que não há cessar-fogo em vigor e que as operações contra o Hezbollah continuarão. Ele declarou que a ofensiva será mantida até o restabelecimento do que chamou de “segurança” para o território israelense.
Apesar da continuidade dos ataques, Netanyahu ordenou a abertura de negociações diretas com o governo libanês. Ainda assim, deixou claro que as ações militares não serão interrompidas durante o processo diplomático, condicionando qualquer acordo à neutralização das capacidades do Hezbollah.

