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"Netanyahu tem sangue de milhares de crianças e mulheres nas mãos", dispara Gleisi

Ex-ministra condena o “covarde ataque” de Israel ao Líbano: “gravíssimo crime contra a humanidade”

Gleisi Hoffmann e Benjamin Netanyahu (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil | Reuters/Ronen Zvulun/Pool)

247 - A ex-ministra e deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) criticou duramente a ofensiva militar de Israel no Líbano e afirmou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu carrega “o sangue de milhares de crianças e mulheres nas mãos”, em meio à crescente reprovação internacional aos ataques que já deixaram centenas de mortos e ampliam o risco de escalada no Oriente Médio.

A declaração foi publicada pela própria parlamentar em suas redes sociais nesta quinta-feira (9), enquanto governos e organismos internacionais intensificam críticas às ações israelenses no território libanês.

Na postagem, Gleisi classificou a ofensiva como um “covarde ataque do governo de extrema-direita de Israel ao povo libanês” e afirmou que se trata de “um gravíssimo crime contra a humanidade, que vem recebendo ampla e indignada condenação da comunidade internacional”.

A ministra também responsabilizou diretamente Netanyahu pelas consequências humanitárias dos bombardeios. “Netanyahu tem nas mãos o sangue de milhares de crianças, mulheres; famílias inteiras de civis trucidadas por seus bombardeios indiscriminados, que destruíram sem piedade vilas inteiras no sul do Líbano”, escreveu.

Segundo Gleisi, a ofensiva tem provocado deslocamento massivo da população. “Mais de um milhão de libaneses já foram expulsos de seus lares, de terras de uso milenar, sob a violência do exército israelense, para saciar a loucura militar e a política de invasão de territórios vizinhos do governo de Israel”.

A ex-ministra também apontou que os ataques representam um obstáculo direto aos esforços diplomáticos. “A escalada da barbárie, com os bombardeios que mataram centenas de civis em Beirute, é uma deliberada sabotagem à trégua negociada por Irã e EUA. Netanyahu e seu governo não querem, nunca desejaram a paz. Só entendem a linguagem da violência e da desumanização de seus alvos”, afirmou

Ao comentar a situação do país, Gleisi destacou a vulnerabilidade do Líbano diante do conflito. “Militarmente indefeso e abandonado covardemente pelo governo dos Estados Unidos, o povo libanês precisa de solidariedade ativa da comunidade internacional nessa hora trágica”.

Por fim, a ex-ministra defendeu maior protagonismo brasileiro diante da crise. “Com uma população de libaneses e descendentes maior que a do próprio Líbano, o Brasil pode e deve exercer papel relevante na condenação dos crimes de Israel e nos esforços para impedir o massacre de um país amigo”. Em nota emitida na quarta-feira (8), o Ministério das Relações Exteriores do Brasil instou Israel “a suspender imediatamente suas ações militares e a retirar todas as suas forças do território libanês”.

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