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Acelen e IATA firmam parceria por desenvolvimento de combustível sustentável de aviação

Acordo fortalece cooperação regulatória e destaca a macaúba como matéria-prima para a aviação sustentável

Combustível sustentável de aviação (SAF) (Foto: Reprodução/MTCI)
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247 - A Acelen Renováveis, empresa de energia renovável da Mubadala Capital, e a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) firmaram uma parceria para ampliar o desenvolvimento do Combustível Sustentável de Aviação (SAF) e fortalecer a cooperação regulatória em torno de novas matérias-primas, com destaque para a macaúba, segundo comunicado divulgado pela Acelen Renováveis.

O Memorando de Entendimento foi assinado no Rio de Janeiro, durante a Assembleia Geral Anual da IATA (AGM) e a Cúpula Mundial de Transporte Aéreo (WATS), de acordo com a Acelen Renováveis. O encontro reúne lideranças da indústria aérea, reguladores, investidores, fabricantes, produtores de combustíveis e representantes de diferentes etapas da cadeia de valor do setor.

Acordo prevê cooperação técnica e regulatória

O memorando foi assinado por Patricia Grossi, Head de Mercado de Carbono e Assuntos Regulatórios da Acelen Renováveis, e por Marie Owens Thomsen, Vice-Presidente Sênior de Sustentabilidade e Economista-Chefe da IATA.

A parceria prevê cooperação em iniciativas voltadas ao avanço do mercado de SAF, participação em fóruns técnicos e grupos de trabalho, troca de conhecimento e alinhamento em temas regulatórios considerados relevantes para a descarbonização da aviação.

O acordo também integra a estratégia da Acelen Renováveis de contribuir para a ampliação da oferta global de combustíveis sustentáveis. A iniciativa reforça o reconhecimento internacional da macaúba como matéria-prima de potencial para a produção de SAF.

SAF é apontado como peça central da descarbonização

A IATA estima que o SAF poderá responder por cerca de 65% das reduções de emissões necessárias para que o transporte aéreo alcance emissões líquidas zero até 2050. Para isso, a produção global precisaria chegar a aproximadamente 500 milhões de toneladas por ano até essa data.

O combustível sustentável de aviação é considerado uma das principais alternativas para reduzir as emissões de CO₂ no setor aéreo. A parceria entre Acelen Renováveis e IATA busca ampliar o diálogo sobre critérios de sustentabilidade, novas rotas tecnológicas e diversificação de matérias-primas.

“Descarbonizar a aviação exigirá inovação, diversificação de matérias-primas e colaboração em toda a cadeia de valor. A parceria com a IATA fortalece nosso papel nesse ecossistema e amplia o diálogo sobre os critérios de sustentabilidade e a contribuição que novas rotas tecnológicas e matérias-primas, como a macaúba, podem oferecer para a construção de uma indústria da aviação mais sustentável”, afirmou Patrícia Grossi.

Macaúba ganha espaço no debate internacional

A IATA representa aproximadamente 80% do tráfego aéreo global e atua como uma das principais entidades internacionais em temas ligados à sustentabilidade, regulação e desenvolvimento do mercado de SAF.

“A colaboração entre diferentes setores será essencial para acelerar tanto a produção quanto a adoção dos combustíveis sustentáveis de aviação. Iniciativas como esta ajudam a ampliar o conhecimento sobre novas fontes de matérias-primas e apoiam o desenvolvimento das soluções sustentáveis necessárias para atingir as metas globais de descarbonização do transporte aéreo”, afirmou Marie Owens Thomsen.

A parceria também fortalece a aproximação da Acelen Renováveis com companhias aéreas, formuladores de políticas públicas e outros atores do setor em um cenário de crescimento da demanda global por combustíveis renováveis e matérias-primas sustentáveis.

Projeto na Bahia prevê produção de SAF e HVO

A Acelen Renováveis desenvolve na Bahia um dos maiores projetos de combustíveis renováveis do mundo. A primeira unidade integrada prevê mais de US$ 3 bilhões em investimentos.

O projeto inclui uma biorrefinaria com capacidade projetada para produzir 1 bilhão de litros por ano de SAF e Óleo Vegetal Hidrotratado (HVO). A iniciativa também envolve o desenvolvimento de uma cadeia agrícola baseada no cultivo da macaúba, com prioridade para áreas degradadas.

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