Axia Energia aprova migração ao Novo Mercado da B3
Decisão unifica ações, amplia governança e busca atrair investidores com maior liquidez e direitos iguais aos acionistas
247 - A Axia Energia aprovou, nesta quarta-feira (1), em assembleia extraordinária, a migração de suas ações para o Novo Mercado da B3, segmento que reúne companhias com os mais elevados padrões de governança corporativa no país. A decisão implica mudanças estruturais relevantes e busca fortalecer a atratividade da empresa no mercado de capitais.
Com a aprovação, a companhia deixará de manter em sua estrutura as ações preferenciais das classes PNA1 e PNB1, que serão convertidas em ações ordinárias com direito a voto. A relação de conversão definida é de 1,1 ação ordinária para cada ação preferencial, preservando, segundo a empresa, o tratamento econômico diferenciado atualmente concedido aos acionistas preferencialistas.
Esses investidores recebem hoje dividendos ao menos 10% superiores aos pagos aos detentores de ações ordinárias. A companhia avalia que a conversão proposta mantém esse equilíbrio econômico, ao mesmo tempo em que promove a unificação dos direitos entre os acionistas.
A migração ao Novo Mercado também permitirá que todos os investidores passem a ter direitos iguais, incluindo participação nas decisões da empresa e distribuição de dividendos em condições equivalentes. Além disso, a medida tende a ampliar a liquidez das ações, aumentar a flexibilidade na política de distribuição de resultados e contribuir para uma melhora nas classificações de risco da companhia.
O movimento faz parte de um planejamento iniciado em 2022 e retomado no fim do ano passado, após a conclusão de um processo de reestruturação decorrente da privatização. A empresa identificou, nesse contexto, uma oportunidade para avançar na adoção de práticas mais rigorosas de governança.
A estrutura acionária da Axia Energia continuará incluindo as ações PNC, criadas de forma temporária para viabilizar a bonificação de R$ 30 bilhões aprovada anteriormente. Também permanece a “golden share” detida pela União, que assegura ao governo poder de veto em decisões estratégicas específicas.


