B3 bate recorde e lança 12 novos índices em 2025
Bolsa brasileira amplia portfólio com foco em renda fixa, crédito privado e novos benchmarks
247 - A B3 encerrou 2025 com um marco inédito na ampliação de seu portfólio de índices, ao lançar 12 novos indicadores ao longo do ano. A iniciativa reforça a estratégia da bolsa brasileira de diversificar referências de mercado e atender à demanda de investidores e gestores por instrumentos mais específicos para acompanhar diferentes classes de ativos, como renda fixa, commodities e renda variável.
Segundo a B3, o movimento representou não apenas um recorde em número de lançamentos, mas também a entrada em novas frentes do mercado financeiro, com destaque para o fortalecimento da família de índices de renda fixa, responsável por dez dos 12 novos produtos. Em nota, a instituição afirmou que “o ano foi marcado não apenas pelo volume inédito de lançamentos, mas também pela entrada em novas classes de ativos, atendendo à demanda de investidores e gestores por referências transparentes em setores como crédito privado e título público”.
De acordo com a bolsa, o principal motor desse crescimento foi a consolidação dos índices de renda fixa, impulsionada pela criação de novos produtos atrelados a debêntures, que elevaram para dez o total dessa família. Todo o desenvolvimento foi apoiado pela plataforma Índices On Demand, que utiliza big data para oferecer soluções customizadas com maior agilidade.
O gerente de Produtos da B3, Henio Scheidt, destacou que a criação de novos índices está alinhada à estratégia de longo prazo da instituição. “A criação de novos índices está alinhada à estratégia da B3 de expandir oportunidades para investidores e fomentar a diversificação no mercado”, afirmou. Segundo ele, a bolsa trabalha para que essa expansão ocorra de forma consistente, com produtos que funcionem como termômetros do mercado e também como base para novos instrumentos financeiros.
Scheidt acrescentou que esses índices são fundamentais para a estruturação de ETFs e contratos futuros. De acordo com o executivo, essas classes de ativos apresentam “grande potencial de crescimento”, o que reforça a importância dos indicadores como referência para o desenvolvimento do mercado de capitais.
Entre os lançamentos está o IBOVESPA B3 BR+ CAP 5% (IBBC), uma variação do índice BR+ que limita a participação de cada empresa a no máximo 5% do portfólio, reduzindo a concentração. No segmento de crédito privado, foram criados o Índice de Debêntures Ultra Qualidade DI B3 (IDEU), que acompanha debêntures indexadas ao DI com critérios rigorosos de garantia, e o Índice de Debêntures Ultra Qualidade IPCA B3 (IDIC), voltado a títulos atrelados à inflação com elevado padrão de colateral.
Também integram o novo portfólio o Índice de Debêntures AAA DI B3 (IDEB), que mede o desempenho de títulos com classificação de risco máxima, e o Índice de Debêntures Incentivadas AAA IPCA B3 (IDEI), focado em papéis isentos de Imposto de Renda destinados a projetos de infraestrutura. A B3 lançou ainda os Indicadores de Spread (IDES, IDIS, IDCS e IDPS), que acompanham exclusivamente o prêmio de risco sobre a taxa base para as famílias Ultra e AAA.
No mercado de títulos públicos, a bolsa apresentou o Índice Tesouro Selic B3 (TSLC), dedicado a medir o desempenho dos papéis federais pós-fixados. Já no segmento de commodities, foi lançado o Índice Futuro de Ouro B3 (IFGOLD B3), que reflete a variação dos preços dos contratos futuros de ouro negociados no mercado brasileiro. A renda variável ganhou reforço com o IBOVESPA B3 BR+ Equal Weight (IBBE), versão do BR+ em que todas as ações possuem o mesmo peso, independentemente do valor de mercado.
Com o recorde de lançamentos em 2025, a B3 amplia o leque de referências disponíveis ao mercado e fortalece sua atuação como provedora de infraestrutura para investidores e gestores no Brasil.



