Brasil deve ganhar 64 novos voos internacionais até setembro, projeta ministério
Expansão da malha aérea acompanha recorde de turistas estrangeiros e reforça aposta no crescimento do setor
247 - O Ministério do Turismo avalia que o Brasil seguirá ampliando de forma consistente sua malha aérea internacional ao longo de 2026, impulsionado pelo aumento expressivo no número de visitantes estrangeiros registrado no ano anterior. A expectativa oficial é de que, até setembro, entrem em operação ao menos 64 novos voos internacionais, além de 16 frequências adicionais já aprovadas pelos órgãos reguladores e pelas companhias aéreas.
As projeções foram pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Segundo os dados apresentados, o desempenho recente do turismo internacional cria um ambiente favorável para a ampliação das conexões do país com outros mercados.
Em 2025, o Brasil alcançou um marco histórico ao receber 9,3 milhões de turistas estrangeiros, o maior volume já registrado. Para o governo, a ampliação das rotas aéreas é estratégica para manter esse ritmo de crescimento. A ministra substituta do Turismo, Fernanda Câmara Norat, destacou o impacto direto da medida sobre a economia nacional. “Essa expansão será decisiva para sustentar o crescimento do setor, intensificar o fluxo de visitantes, atrair investimentos e impulsionar a geração de emprego e renda em todo o País”, afirmou.
Os novos voos e frequências adicionais devem conectar o Brasil a destinos na Europa, nas Américas, na África e na Ásia. A operação das rotas ficará a cargo de companhias como Aerolíneas Argentinas, Flybondi, Gol, Latam, Turkish Airlines, JetSmart, Air Transat, American Airlines, Copa Airlines, Qatar Airways, Air France, TAP e Iberia, ampliando a diversidade de mercados atendidos.
Os números consolidados de 2025 reforçam a tendência de expansão. Ao longo do ano, foram registrados 75.361 voos internacionais, com mais de 17 milhões de assentos ofertados por empresas aéreas de diferentes países. O volume representa um crescimento aproximado de 13% em relação a 2024, indicando uma recuperação robusta e acima das expectativas do setor.
No recorte mensal, dezembro apresentou desempenho ainda mais expressivo. A capacidade da malha aérea internacional superou em 36,7% o nível observado em outubro de 2019, período anterior à pandemia. Foram contabilizados 6.811 voos no mês, um aumento de 10% na comparação com dezembro de 2024.
A América Latina concentrou a maior parte das operações internacionais, respondendo por 60,14% do total de voos, seguida pela Europa, com 21,39%. Entre os destinos brasileiros, São Paulo manteve a liderança como principal porta de entrada do país, concentrando 51,37% das conexões internacionais. O Rio de Janeiro apareceu em segundo lugar, com 22,56%, enquanto Florianópolis respondeu por 6,44% do total.


