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BYD estuda entrar na Fórmula 1 e avalia equipe própria ou compra de escuderia, afirma Bloomberg

Montadora chinesa analisa disputar a principal categoria do automobilismo ou competir no Mundial de Endurance em estratégia de expansão global

O logotipo da BYD é retratado em um carro elétrico em uma concessionária em Reze, perto de Nantes, França, em 27 de março de 2025 (Foto: REUTERS/Stephane Mahe)

247 - A fabricante chinesa de veículos elétricos BYD estuda ingressar no automobilismo internacional e avalia a possibilidade de disputar a Fórmula 1. O movimento faz parte de uma estratégia mais ampla para ampliar a presença global da marca em mercados estratégicos.

A informação foi divulgada na segunda-feira (9) pela Bloomberg, que aponta que a montadora analisa diferentes caminhos para entrar no esporte a motor de maior prestígio do mundo.

Um dos fatores que aproximam a empresa da Fórmula 1 é o crescimento da importância da tecnologia elétrica nos motores híbridos utilizados pela categoria. O regulamento técnico mais recente ampliou o peso desse componente nos sistemas de propulsão, tornando o campeonato ainda mais alinhado ao avanço das tecnologias de eletrificação automotiva.

Esse cenário também atraiu outras fabricantes globais. A Audi, por exemplo, assumirá a estrutura da Sauber para competir na categoria. A Cadillac prepara o lançamento de sua própria equipe, enquanto a Ford retornará ao campeonato como fornecedora de motores.

Segundo as informações divulgadas, a BYD ainda não tomou uma decisão definitiva sobre sua entrada na Fórmula 1. Entre as possibilidades analisadas estão a criação de uma equipe própria ou a aquisição de uma escuderia já existente no grid.

O principal obstáculo para a iniciativa é o alto custo envolvido. Estimativas apontam que uma temporada completa na categoria pode ultrapassar 500 milhões de dólares, valor que inclui desenvolvimento tecnológico, estrutura esportiva e operação da equipe.

Além da Fórmula 1, a empresa também considera competir no Campeonato Mundial de Endurance (WEC), que reúne corridas tradicionais de longa duração, como as 24 Horas de Le Mans.

A eventual entrada de uma montadora chinesa na Fórmula 1 é vista com entusiasmo pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA). O presidente da entidade, Mohammed ben Sulayem, já manifestou interesse em ampliar a diversidade de fabricantes e regiões representadas no grid da categoria.

A presença da China no campeonato também ganhou relevância nos últimos anos. O país passou a sediar corridas da Fórmula 1 em 2004, no Circuito Internacional de Xangai, e revelou seu primeiro piloto na categoria em 2022, Guanyu Zhou. O competidor disputou 68 Grandes Prêmios até 2024 e atualmente atua como piloto reserva da Cadillac.

Caso avance com o projeto, a BYD poderá se tornar a primeira equipe chinesa da história da Fórmula 1.

O interesse da empresa no automobilismo surge em um momento de contrastes para a montadora. Em escala global, a BYD registrou queda de 41% nas vendas no último mês, o maior recuo desde o início da pandemia de COVID-19. No Brasil, por outro lado, a companhia mantém trajetória de expansão no mercado de veículos eletrificados.

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