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BYD lidera varejo com carro elétrico em fevereiro

Modelo elétrico supera concorrentes a combustão e marca avanço das chinesas no mercado brasileiro

BYD lidera varejo com carro elétrico em fevereiro (Foto: Divulgação)

247 - Pela primeira vez, um carro elétrico assumiu a liderança nas vendas no varejo brasileiro. Em fevereiro, o Dolphin Mini, da montadora chinesa BYD, foi o modelo mais vendido nas concessionárias do país, desconsiderando as vendas diretas para frotistas e locadoras.

Segundo a montadora, foram emplacadas 4,1 mil unidades do compacto elétrico no mês. Os dados consolidados ainda serão oficialmente confirmados pela Fenabrave, entidade que representa as concessionárias.

O desempenho do Dolphin Mini permitiu que o modelo superasse veículos tradicionalmente líderes no varejo, movidos a gasolina ou etanol. Entre eles estão os utilitários esportivos Tera, da Volkswagen, e Creta, da Hyundai, além da picape Strada, da Fiat, que frequentemente ocupam as primeiras posições do ranking.

Quando consideradas também as vendas diretas — operações fechadas com descontos para grandes frotas corporativas — o cenário muda. Nesse recorte, Strada, Polo (Volkswagen), Mobi (Fiat), Argo (Fiat) e Onix (Chevrolet) figuram entre os cinco modelos mais vendidos de fevereiro. O Dolphin Mini aparece na 11ª colocação, de acordo com levantamento da consultoria K.Lume.

No ranking geral por marcas, que reúne todos os canais de comercialização e modelos, a BYD alcançou a quinta posição no mês passado. A fabricante ficou atrás apenas de Fiat, Volkswagen, Chevrolet e Hyundai, ampliando sua presença no mercado nacional.

O resultado ocorre no momento em que o Dolphin Mini completa dois anos desde o lançamento oficial no Brasil, ocorrido em fevereiro de 2024. Desde então, mais de 62 mil unidades do modelo foram comercializadas no país. O veículo tem preço inicial de R$ 119.990.

Projeções da K.Lume indicam que as marcas chinesas podem alcançar participação próxima de 20% no mercado brasileiro de automóveis de passeio ao longo deste ano. Em fevereiro, essa fatia já atingiu 16,3%, avanço significativo frente aos 9,8% registrados no mesmo mês do ano anterior.

A expectativa do setor também considera mudanças tributárias previstas para os próximos meses. A partir de julho, o imposto de importação para carros híbridos e elétricos será elevado para 35%, ante alíquotas atuais que variam entre 25% e 30%, conforme a tecnologia. A alteração pode estimular consumidores a antecipar compras antes da entrada em vigor da nova taxa.

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