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Eneva avalia alternativas para atuar na Venezuela e conversa com Maha, dizem fontes

O movimento da Eneva sinaliza que empresas brasileiras estão de olho no potencial do setor petrolífero da Venezuela

Bomba de petroleo nos arredores de Scheibenhard, na França 6 de outubro de 2017 REUTERS/Christian Hartmann (Foto: CHRISTIAN HARTMANN)

RIO DE JANEIRO, 6 Fev (Reuters) - A Eneva avalia alternativas para atuar no setor de petróleo e gás natural da Venezuela e iniciou conversas com a sueca Maha Capital para a criação de uma joint venture, afirmaram duas fontes com conhecimento direto da situação nesta sexta-feira.

A Eneva não está conversando apenas com a Maha e busca outras empresas com quem poderia formar uma parceria, disse uma das fontes, na condição de anonimato.

O movimento da Eneva sinaliza que empresas brasileiras estão de olho no potencial do setor petrolífero da Venezuela, depois que os Estados Unidos iniciaram uma intervenção no país, que visa abrir o mercado para investimentos estrangeiros.

A Maha Capital, que tem como principal acionista a gestora brasileira Starboard, conta com uma opção que lhe permitiria deter uma participação em campos petrolíferos na Venezuela, operados pela estatal local PDVSA, o que despertou interesse da Eneva.

Para avançar na Venezuela, contudo, a Maha aguarda uma licença dos Estados Unidos.

Procuradas, as empresas não quiseram fazer comentários.

As fontes explicaram que as negociações realizadas pela Eneva são preliminares e ocorrem em sigilo.

O avanço para a criação da joint venture dependerá de avaliações sobre o potencial do mercado venezuelano para investimentos a partir da intervenção dos Estados Unidos.

"O interesse existe, mas tem que esperar o quadro decantar (após a ação dos EUA)... Tecnicamente é um negócio que vale a pena, mas tem que ter segurança jurídica. Isso tem que ser olhado com cuidado", afirmou uma das fontes.

"A Venezuela tem bons ativos que precisam de investimentos e contratos firmes."

Essa fonte ponderou, no entanto, haver uma visão de que as norte-americanas terão prioridade no mercado aberto da Venezuela, mas pode haver parcerias.

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, disse nesta sexta-feira que em breve visitará a Venezuela para se encontrar com "toda a liderança" e obter uma melhor compreensão das operações de produção de petróleo e gás no país.

A eventual visita traz perspectivas para a obtenção da licença necessária pela Maha, pontuou uma das fontes.

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