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JBS fecha 2025 com receita recorde de US$ 86,2 bilhões

Companhia amplia resultados globais com avanço de 12% na receita e crescimento consistente do lucro

Logo da JBS (Foto: Amanda Perobelli)

247 - A JBS encerrou 2025 com resultados históricos, consolidando receita líquida de US$ 86,2 bilhões, o que representa crescimento de 12% em relação ao ano anterior. O desempenho reforça a expansão global da companhia e a consolidação de sua estratégia operacional em diferentes mercados.

O lucro líquido alcançou US$ 2 bilhões no período, avanço de 15% frente a 2024. O resultado reflete a combinação de disciplina financeira, eficiência operacional e diversificação geográfica e de proteínas, pilares centrais da atuação da empresa.

O EBITDA ajustado IFRS somou US$ 6,8 bilhões, com margem de 7,9%, enquanto o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) atingiu 25% nos últimos 12 meses, registrando evolução de 3,2 pontos percentuais. O lucro por ação (EPS) também cresceu 15%, chegando a US$ 1,89.

O CEO global da companhia, Gilberto Tomazoni, destacou a robustez dos resultados. “Encerrar 2025 com um crescimento de 15% na receita — o maior da nossa história — comprova a força e a resiliência da nossa plataforma diversificada, tanto em proteínas quanto em geografias. Ao mesmo tempo, o avanço de 15% no lucro reforça a consistência da nossa execução, sustentando margens robustas e a nossa capacidade de continuar gerando crescimento e valor para os acionistas”, afirmou.

A estrutura financeira permaneceu sólida ao longo do ano. A alavancagem encerrou 2025 em 2,39 vezes, dentro da faixa considerada adequada pela companhia, entre 2x e 3x. O perfil da dívida segue alongado, sem vencimentos relevantes até 2031, o que garante maior previsibilidade e liquidez.

O CFO global, Guilherme Cavalcanti, ressaltou a consistência da estratégia. “Nossa estratégia permitiu manter nossa alavancagem entre 2x e 3x, e trabalhar com um perfil de dívida extremamente alongado. Isso nos traz segurança financeira e liquidez necessárias para atravessar a volatilidade dos ciclos e continuar entregando retornos sólidos aos nossos investidores.”

O fluxo de caixa livre no ano totalizou US$ 400 milhões, reforçando a capacidade de geração de recursos da companhia.

Desempenho por unidades

A Pilgrim’s Pride apresentou margem EBITDA de 15,2%, impulsionada pela forte demanda no mercado norte-americano e pelo avanço de produtos de marca. A linha Just Bare superou US$ 1 bilhão em vendas, marcando um desempenho histórico.

Na Austrália, a companhia registrou margem de 11,3%, com crescimento de volumes tanto no mercado interno quanto externo. O segmento de carne bovina liderou os resultados, mesmo diante de uma elevação de 20% nos custos do gado ao longo do ano.

A Seara alcançou margem EBITDA de 16,9%, sustentada pelo maior volume de exportações de sua história e pelo fortalecimento do portfólio de produtos com maior valor agregado. A expansão incluiu lançamentos voltados a conveniência e inovação, como linhas de refeições congeladas e produtos para preparo rápido.

No Brasil, a operação registrou margem de 6,2%. A Friboi atingiu o maior volume de processamento de sua história, impulsionada pela demanda interna e externa, além do fortalecimento da marca e da oferta de produtos diferenciados.

Nos Estados Unidos, a unidade de bovinos alcançou receita recorde de US$ 28 bilhões. O cenário foi marcado por preços elevados do gado, influenciados pela redução da oferta, que atingiu o menor nível em 75 anos.

Já a operação de suínos nos Estados Unidos registrou receita de US$ 8,4 bilhões, beneficiada pela expansão de produtos de maior valor agregado e investimentos na ampliação da capacidade produtiva.

Ao avaliar o desempenho, Tomazoni enfatizou a consistência operacional da companhia. “A companhia está entregando crescimento e valor, com disciplina financeira. A alta lucratividade é um reflexo do acerto da estratégia e da excelência da execução de nosso time.”

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