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Petrobras aprova projeto de US$ 1,2 bi para combustível sustentável em SP

Nova unidade em Cubatão produzirá BioQAV e diesel renovável, com início das obras previsto para 2026 e operação em 2030

Petrobras aprova projeto de US$ 1,2 bi para combustível sustentável em SP (Foto: Petrobras)
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247 - A Petrobras aprovou a decisão final de investimento para um projeto de biorrefino de US$ 1,2 bilhão na Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, no estado de São Paulo. A nova unidade terá capacidade para produzir até 15 mil barris por dia de combustível sustentável de aviação, conhecido no Brasil como BioQAV, e diesel renovável.

As informações são do Brazil Stock Guide. Segundo a publicação, a estatal brasileira informou na sexta-feira (19) que a construção deve começar até o fim de 2026, depois da etapa final de contratação, e a entrada em operação está prevista para 2030.

O projeto integra o plano de negócios da Petrobras para o período de 2026 a 2030 e foi incluído na carteira de implantação da companhia. A iniciativa representa um dos movimentos mais concretos da empresa no avanço sobre combustíveis de menor emissão de carbono, em um momento em que o Brasil se prepara para implementar a Lei do Combustível do Futuro.

A aposta também ocorre em meio à crescente pressão sobre o setor aéreo internacional para reduzir emissões, inclusive no âmbito de mecanismos como o CORSIA, sistema global voltado à compensação e redução de carbono na aviação internacional. O combustível sustentável de aviação, conhecido pela sigla SAF, é considerado uma das alternativas de curto prazo para diminuir emissões no transporte aéreo comercial sem exigir a substituição imediata de aeronaves ou mudanças estruturais em aeroportos.

Ainda assim, o mercado permanece em fase inicial. A expansão da demanda depende de fatores como regulação, certificação, adesão das companhias aéreas e competitividade de preços. Nesse cenário, a Petrobras afirma que o projeto está alinhado à sua estratégia de apoiar uma “transição energética justa” no Brasil e aos compromissos globais da aviação para reduzir emissões de carbono.

A escolha de Cubatão é considerada estratégica pela localização da Refinaria Presidente Bernardes. A unidade fica próxima ao maior mercado consumidor do país, ao porto de Santos e a estruturas relevantes de distribuição de combustíveis. Com isso, a Petrobras busca utilizar ativos industriais já existentes, além de sua capacidade logística e de engenharia, para ampliar sua presença no mercado de combustíveis renováveis.

Embora a escala do projeto ainda seja modesta em comparação ao conjunto do parque de refino da Petrobras, a nova planta pode ter peso significativo para o mercado brasileiro de combustíveis renováveis. A rentabilidade dependerá de variáveis como custo e disponibilidade de matérias-primas, prêmios pagos pelo SAF, demanda das companhias aéreas, regras tributárias e capacidade da estatal de cumprir prazos e orçamento.

A decisão ocorre em um contexto no qual grandes petroleiras globais avaliam com cautela o volume de capital destinado a projetos de transição energética, diante da pressão de investidores por retorno financeiro, disciplina de investimentos e distribuição de dividendos. Para o Brasil, a unidade em Cubatão poderá funcionar como um teste sobre a capacidade do país de transformar sua vantagem em biocombustíveis em produtos certificados e exportáveis para os mercados internacional de aviação e de combustíveis.

A Petrobras informou que a nova unidade deverá começar a operar em 2030.

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