Setor mineral fatura R$ 298,8 bilhões em 2025, alta de 10,3%, aponta Ibram
Ouro e cobre impulsionam resultado, enquanto minério de ferro recua no ano
247 - O setor mineral brasileiro encerrou 2025 com faturamento de R$ 298,8 bilhões, resultado que representa crescimento de 10,3% em relação a 2024. O desempenho reflete a valorização de commodities metálicas estratégicas ao longo do ano, especialmente ouro e cobre, em um contexto de preços internacionais elevados.
Apesar da expansão do faturamento total, o minério de ferro — principal produto da mineração nacional — apresentou retração. A receita do segmento caiu 2,2% em 2025, somando R$ 157,2 bilhões, o equivalente a 52,6% do resultado agregado do setor.
O destaque positivo ficou com o ouro, cujo faturamento avançou 64,8% e atingiu R$ 39,3 bilhões. A valorização expressiva do metal no mercado internacional foi determinante para o resultado. Em 2025, o ouro superou patamares de US$ 4.000 por onça, o que levou a uma média anual 43,9% superior à registrada em 2024. No fechamento do ano, a cotação chegou a US$ 4.289,48 por onça, alta de 62,2% em relação ao encerramento do ano anterior.
O cobre também apresentou desempenho robusto, com crescimento de 50,1% no faturamento, que alcançou R$ 30,4 bilhões. A commodity manteve trajetória de alta ao longo do ano, com preços acima de US$ 12 mil por tonelada e média anual 8,7% superior à de 2024. Em segunda-feira (5), o cobre foi cotado a US$ 12.504 por tonelada, valor 46% maior do que o registrado no fechamento de 31 de dezembro de 2024.
Em sentido oposto, o minério de ferro sofreu pressão negativa nos preços internacionais. O valor médio anual da commodity recuou 6,6% em comparação a 2024, com a tonelada encerrando dezembro de 2025 cotada a US$ 107,19.
No recorte regional, Minas Gerais liderou o faturamento do setor mineral em 2025, concentrando 39,9% do total nacional. O Pará apareceu na sequência, com participação de 34,5%, enquanto a Bahia respondeu por 4,5% da receita do setor.
A expansão da atividade mineral também se refletiu na arrecadação pública. Em 2025, o setor respondeu por R$ 103 bilhões em impostos, crescimento de 10% em relação ao ano anterior. No caso da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), a arrecadação alcançou R$ 7,9 bilhões no período.
O mercado de trabalho acompanhou o desempenho positivo. O setor mineral registrou 229.312 empregos diretos, com a criação de 8.330 novas vagas entre janeiro e novembro de 2025, segundo dados do Novo Caged.
Para os próximos anos, as projeções indicam continuidade dos investimentos. Entre 2026 e 2030, os aportes previstos no setor somam US$ 76,9 bilhões, crescimento de 12,5% em relação ao ciclo anterior. No segmento de minerais críticos, os investimentos estimados chegam a US$ 21,3 bilhões até 2030, avanço de 15,2%.


