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Silveira articula parcerias em mineração com a Arábia Saudita

Ministro destaca minerais estratégicos e propõe cooperação bilateral para investimentos e mapeamento do subsolo brasileiro

Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (Foto: Divulgação/MME)

247 - O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, cumpriu agenda oficial na Arábia Saudita com o objetivo de ampliar o diálogo sobre investimentos no setor mineral brasileiro, com foco em minerais estratégicos associados à transição energética. A reunião ocorreu na sede do Ministério da Indústria e Recursos Minerais saudita, em Riad, e reuniu autoridades dos dois países para tratar de cooperação internacional e oportunidades de negócios.

O encontro foi realizado na segunda-feira (12) e contou com a participação do ministro saudita Bandar Al-Khorayef. Na ocasião, Alexandre Silveira apresentou o potencial do Brasil na área de mineração e defendeu a ampliação de parcerias voltadas à exploração de minerais críticos, considerados essenciais no atual cenário global de transformação energética.

Durante a reunião, o ministro ressaltou a posição de destaque do Brasil no setor mineral, destacando que o país detém a segunda maior reserva mundial de terras raras e a sétima maior reserva de urânio. Segundo ele, esse cenário abre espaço para o fortalecimento de parcerias internacionais nos próximos anos, especialmente diante do aumento da demanda por insumos estratégicos.

Como encaminhamento do diálogo, foi acordada a criação de um Grupo de Trabalho bilateral, com a finalidade de estudar iniciativas conjuntas e conferir maior eficiência à cooperação entre Brasil e Arábia Saudita. O grupo deverá se reunir de forma periódica, inclusive por meio de encontros virtuais, para tratar especificamente da agenda de investimentos no setor mineral.

Silveira também manifestou interesse em aprofundar o relacionamento com empresas sauditas. No encontro, afirmou que deseja receber representantes da empresa Manara no Brasil para “avaliar conjuntamente oportunidades de ampliação de investimentos em projetos”, conforme registrado em nota oficial do ministério.

Ao analisar o contexto internacional, o ministro afirmou que há “um cenário global no qual os minerais críticos se consolidam como o novo petróleo”. Nesse sentido, destacou que apenas cerca de 30% do subsolo brasileiro está mapeado, o que limita o pleno aproveitamento do potencial geológico do país. Diante disso, solicitou apoio do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita em projetos voltados ao mapeamento mineral, com o objetivo de ampliar o conhecimento geológico e criar bases mais sólidas para novos investimentos.

Ainda durante a agenda, Alexandre Silveira apresentou avanços institucionais adotados pelo governo brasileiro para estimular investimentos no setor. Entre eles, destacou a atuação do Conselho Nacional de Política Mineral, apontado como tendo “papel central” nos processos de licenciamento e na redução da burocracia.

O ministro também defendeu o estímulo a projetos estratégicos relacionados ao minério de ferro de alta redução, com menor emissão, e ao cobre, considerados fundamentais para ampliar a competitividade brasileira no mercado internacional. Ao final, reforçou a importância de que parceiros estrangeiros “invistam na cadeia de transformação mineral no Brasil, agregando valor à produção nacional”, movimento que, segundo ele, pode impulsionar a industrialização, a geração de empregos e o desenvolvimento tecnológico no país.

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