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VLI amplia transporte de soja no corredor norte e fortalece escoamento de grãos

Crescimento do escoamento ferroviário acompanha expansão do agronegócio no Matopiba e avanço da capacidade logística

Carregamento de soja (Foto: Diego Vara/Reuters)

247 - O transporte ferroviário de soja pelo Corredor Norte registrou crescimento de cerca de 10% em 2025, refletindo a expansão da produção agrícola na região do Matopiba. Ao longo do ano, foram movimentados 9 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU), volume superior aos 8,2 bilhões contabilizados em 2024.

O resultado mantém a trajetória de expansão logística do corredor, considerado estratégico para o escoamento de grãos do interior do país. Desde 2020, o transporte de soja pela rota acumula aumento de aproximadamente 67%, impulsionado pela crescente demanda do agronegócio e pela ampliação da capacidade operacional da malha ferroviária.

O Corredor Norte conecta os estados do Maranhão e Tocantins e concentra parte relevante do fluxo de cargas provenientes do Matopiba — área que reúne porções do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e se consolidou como uma das principais fronteiras de expansão da produção agrícola brasileira.

Para atender ao aumento do volume transportado, a operação ferroviária utiliza composições graneleiras de grande porte. Um dos modelos empregados é o chamado tricotol, formado por três blocos de 80 vagões cada, totalizando até 240 vagões puxados por locomotivas independentes.

Esse tipo de trem permite transportar até 30 mil toneladas de carga em uma única viagem, ampliando a eficiência do sistema logístico e reduzindo o número de viagens necessárias para o escoamento da produção.

Além da soja, o corredor ferroviário também movimenta outras cargas relevantes para a economia nacional, como combustíveis, milho, farelo de milho e de soja, celulose e ferro-gusa.

A expansão do transporte na região também se observa em uma perspectiva de longo prazo. Em um intervalo de dez anos, entre quinta-feira (1º) de janeiro de 2015 e terça-feira (31) de dezembro de 2024, o volume total movimentado no sistema saltou de 5,8 bilhões para 14,4 bilhões de TKU, indicando o fortalecimento do corredor como eixo logístico fundamental para o agronegócio brasileiro.

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