Votorantim Cimentos e Auren fecham contrato de energia renovável
Acordo prevê fornecimento do complexo eólico Cajuína I e inclui participação societária, elevando uso de fontes limpas acima de 90% no Brasil
247 - A Votorantim Cimentos firmou um contrato de aquisição de energia (Power Purchase Agreement, PPA) com a Auren Energia, terceira maior geradora de energia do país, para abastecer unidades produtivas localizadas nas regiões Nordeste e Sudeste do Brasil. A energia renovável será produzida no complexo eólico Cajuína I, instalado no município de Lajes, no Rio Grande do Norte.
Pelo acordo, a Votorantim Cimentos também passará a ser sócia de uma parcela do empreendimento eólico. A previsão é que o fornecimento de energia limpa tenha início em março deste ano, contribuindo para que mais de 90% de toda a eletricidade consumida pela companhia no Brasil passe a vir de fontes renováveis.
O complexo eólico Cajuína I se destaca por ser operado integralmente por mulheres. As duas empresas envolvidas no contrato têm em comum o Grupo Votorantim, que controla 100% da Votorantim Cimentos e detém 39% da Auren Energia.
Plano de investimentos de R$ 5 bilhões
A iniciativa integra o plano de investimentos de R$ 5 bilhões previsto para o período de 2024 a 2028. Dentro desse programa, a Votorantim Cimentos anunciou também a implantação de uma nova fábrica de argamassas em Edealina (GO), com capacidade anual de 300 mil toneladas e inauguração estimada para meados de 2027.
Outro projeto em andamento no município é a ampliação da fábrica de cimento, com a construção de uma nova linha de moagem que dobrará a capacidade produtiva da unidade, alcançando 2 milhões de toneladas anuais. O novo moinho chegou a Edealina em janeiro deste ano e a previsão é que a operação da nova moagem tenha início em abril de 2026.
Expansão industrial e retomada de operações
Além das obras em Goiás, a empresa decidiu investir na modernização do forno de cimento da fábrica de Xambioá (TO) e retomar moinhos de cimento em unidades de Esteio (RS) e Laranjeiras (SE).
Somadas ao aumento de capacidade já concluído em Salto de Pirapora (SP), às retomadas na região Sul e às ampliações em curso em Edealina (GO) e Nobres (MT), as iniciativas devem ampliar o volume de produção em operação em 3,7 milhões de toneladas de cimento por ano, abrangendo todas as regiões do país.
No Mato Grosso, a unidade de Nobres receberá uma nova moagem de cimento, elevando sua capacidade para 1,2 milhão de toneladas anuais. A produção de calcário agrícola também será ampliada, com meta de alcançar 900 mil toneladas por ano.
Do total anunciado no plano de investimentos, cerca de R$ 2,4 bilhões já estavam em execução ou concluídos até o terceiro trimestre de 2025.


